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A SUMÉRIA É DEVASTADA POR ARMAS NUCLEARES

18 18UTC Dezembro 18UTC 2009

Obs: Texto grande, porém ótimo. Grande paralelo feiot entre a Bíblio e o antigo testamento.

O HOLOCAUSTO NUCLEAR

O Juízo Final veio no 24º. ano, quando Abraão, acampado perto de Hebron, estava com 99 anos. Iahweh lhe apareceu no bosque de Mambré quando ele estava sentado na entrada da tenda, ao maior calor do dia. Tendo levantado os olhos, eis que viu três homens em pé, junto dele. Logo que os viu, correu da tenda ao encontro deles e se prostrou por terra. Subitamente, a partir de uma cena bastante típica do Oriente Médio -um potentado repousando à sombra de sua tenda -o narrador do Gênesis 18 leva Abraão, e também o leitor, a um encontro com seres divinos. Embora o patriarca estivesse na entrada da tenda, não viu os três visitantes se aproximando. De repente estavam “junto dele”. E, apesar de serem “homens”, Abraão imediatamente reconheceu suas verdadeiras identidades e prostrou-se diante deles, chamando-os de “meus senhores” e pedindo-lhes que não se fossem antes que ele tivesse a oportunidade de mandar preparar para eles uma suntuosa refeição.
Depois que os visitantes comeram e repousaram, o líder perguntou a Abraão sobre o paradeiro de Sarah e então disse: “Voltarei a ti no próximo ano; então tua mulher Sarah terá um filho” .

Mas aquela visita não tinha como propósito apenas prometer a Abraão e Sarah, já muito idosos, o nascimento de um Herdeiro Legítimo. Havia um objetivo mais agourento nela: Tendo-se, pois levantado dali, aqueles homens voltaram os olhos para Sodoma; e Abraão os conduziu e foi com eles. Então disse o Senhor:”Acaso poderei eu ocultar de Abraão o que estou para fazer”?

Recordando-se dos serviços prestados pelo patriarca no passado e do futuro fecundo que lhe prometera, o Senhor resolveu revelar-lhe o propósito daquela viagem: verificar as acusações contra Sodoma e Gomorra. “O grito contra Sodoma e Gomorra é muito grande. Seu pecado é muito grave”. Por isso ele decidira ver in loco o que estava acontecendo. “Vou descer e ver se eles fizeram ou não tudo o que indica o grito que, contra eles, subiu até mim”. Se fossem constatados os pecados das cidades, elas seriam aniquiladas. A subseqüente destruição de Sodoma e Gomorra tornou-se um dos episódios bíblicos mais retratados e descritos em sermões. Os ortodoxos e fundamentalistas acreditam piamente que Deus literalmente fez derramar fogo e enxofre dos céus para varrer as cidades pecadoras da face da Terra. Os eruditos há muito vêm tentando encontrar explicações “naturais” para a história bíblica. Teria sido um terremoto, uma erupção vulcânica, um fenômeno da natureza, que foi interpretado como um ato de Deus, um castigo.
Mas, pelo que diz a narrativa bíblica -e até agora ela é a única fonte para todas as interpretações -, o evento não foi uma calamidade natural. Ele é descrito como um feito premeditado: o Senhor revelou antecipadamente a Abraão o que ia acontecer. Ele era evitável, portanto não um desastre causado por forças naturais irreversíveis, pois só aconteceria se o “grito” contra Sodoma e Gomorra fosse confirmado. E, como veremos adiante, ele era adiável, ou seja, poderia acontecer mais cedo ou mais tarde, dependendo da vontade do Senhor. Dando-se conta da possibilidade de evitar a calamidade, Abraão tentou argumentar: “Talvez haja cinqüenta justos na cidade. Destruirás e não perdoarás a cidade pelos cinqüenta justos que estão em seu seio?”. E
rapidamente acrescentou: “Longe de ti fazeres tal coisa: fazer morrer o justo com o pecador… Longe de ti! Não fará justiça o juiz de toda a Terra?”.
Um mortal fazendo um sermão a uma Divindade! E a súplica era para evitar a destruição -premeditada -, se houvesse pelo menos cinqüenta pessoas virtuosas nas cidades. Mas nem bem o Senhor concordou em poupar Sodoma e Gomorra, caso nelas fossem encontradas essas cinqüenta pessoas, Abraão (que talvez tenha escolhido o número 50 ciente de que ele tinha um significado especial para o Senhor) imaginou em voz alta se Iahweh ainda destruiria as cidades se faltassem apenas cinco para completar esse número. Quando o Senhor concordou em desistir da destruição se fossem encontrados 45 justos, Abraão continuou a barganhar, descendo o número para quarenta, trinta, vinte e depois dez. “E o Senhor disse: ‘Não destruirei se houver dez’. E Iahweh, tendo acabado de falar a Abraão, foi-se, e Abraão voltou para seu lugar”.
Ao anoitecer, os dois companheiros do Senhor – a Bíblia agora passa a chamálos de Mal’akhim, que costuma ser traduzido por “anjos”, mas que de fato significa “emissários” -chegaram a Sodoma com a missão de procurar confirmação para as acusações de iniqüidade. Ló, que estava sentado à porta da cidade, reconheceu de imediato (exatamente como aconteceu com Abraão) a natureza divina dos dois recém-chegados. Sem dúvida a identidade deles era revelada pela aparência, trajes ou armas que usavam, ou talvez pela maneira (numa aeronave qualquer?) como tinham chegado.

Foi a vez de Ló insistir na hospitalidade, e os dois aceitaram o convite para pernoitar em sua casa. No entanto, não foi uma noite tranqüila, pois a notícia da chegada dos visitantes agitou toda a cidade.”Eles ainda não tinham deitado quando a casa foi cercada pelos homens da cidade, os homens de Sodoma, desde os jovens até os velhos, todo o povo sem exceção. Chamaram Ló e lhe disseram: ‘Onde estão os homens que vieram para tua casa esta noite? Traze-os, para que deles abusemos’”. Quando Ló se
recusou a atender a ordem, os homens tentaram invadir sua casa, mas os dois Mal’akhim “os feriram de cegueira, do menor até o maior, de modo que não conseguiram encontrar a entrada”. Percebendo que de todos os moradores da cidade só Ló era “justo”, os dois emissários deram por terminada a investigação. O destino da cidade estava selado. “Os homens disseram a Ló: ‘Quem mais tens aqui além de ti? Teus filhos, tuas filhas, todos os teus que estão na cidade, faze-os sair deste lugar porque vamos destruí-lo’”. Ló apressou-se a avisar seus futuros genros, mas só encontrou descrença e gracejos. Assim, ao raiar da aurora, quando os emissários insistiram para que Ló fugisse sem demora, ele partiu levando consigo apenas a mulher e as duas
filhas solteiras.
E como Ló hesitasse, os homens o tomaram pela mão, bem como sua mulher e suas duas filhas – pela piedade que Iahweh tinha por ele. Eles o fizeram sair e o deixaram fora da cidade. Tendo retirado a família por via aérea, os emissários deixaram os quatro longe da cidade e avisaram Ló para que fugisse para as montanhas. “Salva-te pela tua vida! Não olhes para trás de ti nem te detenhas em nenhum lugar da planície; foge para a montanha para não pereceres”, explicaram. Mas Ló, temeroso de não conseguir atingir as montanhas a tempo “Sem que me atinja o mal e eu venha a morrer”, sugeriu: a destruição de Sodoma não poderia ser adiada até ele chegar à cidade de Segor? Concordando com a idéia, os emissários pediram-lhe que se apressasse: “Depressa, refugia-te lá, porque nada podemos fazer enquanto não tiveres chegado lá”. Portanto, a calamidade não somente era previsível e evitável como também podia ser adiada. E mais: podia afligir uma cidade e não outra, bastante próxima. Nenhuma catástrofe natural se ajusta a esses parâmetros.

No momento em que o sol se erguia sobre a Terra e que Ló entrou em Segor, Iahweh fez chover, sobre Sodoma e Gomorra, enxofre e fogo vindo de Iahweh e destruiu essas cidades e toda a planície, com todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo.

As cidades, as pessoas, a vegetação, tudo foi destruído pela arma dos deuses. Seu fogo e calor calcinaram tudo o que havia à frente. A radiação afetou até mesmo aqueles que estavam a uma certa distância. A mulher de Ló, ignorando a instrução de que não deveria olhar para trás enquanto fugiam, transformou-se num “pilar de vapor”. O “mal” que Ló temia a apanhou… Uma a uma, as cidades que “tinham ofendido o Senhor” foram sendo destruídas, e em cada uma delas Ló recebia instruções para continuar fugindo.

Assim, quando Deus destruiu as cidades na planície, ele se lembrou de Abraão e retirou Ló do meio da catástrofe, na destruição das cidades em que Ló habitava.

Ló, seguindo as instruções recebidas, foi “se estabelecer na montanha… e se instalou numa caverna, ele e suas duas filhas”.
Tendo sido testemunhas da destruição pelo fogo e calor de tudo o que era vivo na planície do Jordão e da ação da morte invisível que vaporizara sua mãe, o que as filhas de Ló podiam pensar? Vemos, na seqüência da narrativa, que elas imaginaram que os três fossem os únicos sobreviventes do mundo e que o único modo de preservar a espécie humana seria as duas cometerem incesto para conceber filhos de seu pai… “A mais velha disse à mais nova: ‘Nosso pai é idoso e não há nenhum homem na Terra que venha unir-se a nós segundo o costume de todo o mundo. Vem, façamos nosso pai beber vinho e deitemo-nos com ele, assim suscitaremos uma descendência de nosso pai’”. Feito isso, as duas engravidaram e tiveram filhos.
A noite anterior ao holocausto deve ter sido de insônia e ansiedade para Abraão. Sem dúvida ele se preocupava com o destino de Ló e de sua família no caso de não serem encontrados os dez justos em Sodoma. “Levantando-se de madrugada, Abraão foi ao lugar onde estivera na presença de Iahweh e olhou para Sodoma, para Gomorra e para toda a planície, e eis que viu a fumaça subir da terra, como a fumaça de uma fornalha”!

O patriarca estava testemunhando uma “Hiroxima”, uma “Nagasáqui” -a destruição de uma planície fértil e densamente povoada por armas atômicas. O ano era 2024 a.C.
Onde estão os restos de Sodoma e Gomorra? Os antigos geógrafos gregos e romanos afirmavam que o fértil vale onde antes ficavam as cinco cidades atingidas tinha sido inundado pelo desastre. De fato, os estudiosos modernos acreditam que a catástrofe descrita na Bíblia (qualquer que tenha sido sua causa “natural”) provocou uma falha na margem sul do mar Morto, o que fez suas águas derramarem e cobrirem as regiões mais baixas a sua frente. A parte restante da antiga margem passou a ser chamada pelos nativos da região de el-Lissan (“a Língua”), nome que conserva até hoje. O vale onde ficavam as cinco cidades tornou-se uma nova parte do mar Morto, apelidada de “mar de Ló”. Além disso, o derrame das águas para o sul fez descer a margem norte do mar Morto.
A possibilidade de ter havido uma explosão nuclear na região vem sendo confirmada por várias pesquisas, que começaram com uma abrangente exploração da área nos anos 20 do século passado por uma missão científica patrocinada pelo Pontifício Instituto Bíblico do Vaticano. Os arqueólogos dessa equipe descobriram que os povoados que ficavam nas montanhas em torno da área foram abruptamente abandonados no século 21 a.C. e permaneceram desocupados por muitos séculos. E mais: até hoje a água das fontes que cercam o mar Morto são contaminadas por radioatividade, que segundo o I. M. Blake, em “A Cura de Josué e o Milagre de Eliseu”, artigo publicado em The Palestine Exploration Quarterly, “é forte o bastante para provocar a esterilidade e outras enfermidades em homens e animais que a ingeriram por muitos anos seguidos”.
A nuvem da morte que se espalhou sobre as cidades da planície assustou não apenas Ló e suas filhas, mas também Abraão. Ele não se sentia seguro nem mesmo nas montanhas de Hebron, a cerca de setenta quilômetros do local da catástrofe. A Bíblia nos conta que ele levantou acampamento e mudou-se para o oeste, indo morar em Gerara.
Abraão também não quis mais se aventurar à península do Sinai. Mesmo muitos anos depois, quando seu filho Isaac mostrou desejo de ir ao Egito por causa da seca e da fome em Canaã. “Iahweh apareceu diante dele e disse: ‘Não vás ao Egito; reside na terra que te mostrarei’”. Isso sugere que a passagem pela península do Sinai ainda não era segura. E por quê? Cremos que a destruição das cidades da planície foi só um espetáculo secundário. Nessa mesma ocasião houve a destruição do Espaçoporto na
península do Sinai e a explosão deixou uma radiação mortal que permaneceu ali por muitos séculos.
O principal alvo do ataque nuclear foi a península do Sinai. Mas a verdadeira vítima, no final de tudo, foi a Suméria.

Embora o final de Ur tenha sido rápido, ele veio se aproximando, tornando-se cada vez mais tenebroso, a partir da Guerra dos Reis. O ano do Juízo Final 2024 a.C. -foi o sexto do reinado de Ibbi-Sin, o último rei de Ur. Mas, para encontrarmos o motivo da calamidade, explicações sobre sua natureza e pormenores sobre sua abrangência, temos de estudar os registros dos 24 anos fatídicos que transcorreram desde aquela guerra.
Tendo falhado em sua missão e sido duas vezes humilhados pelas forças de Abraão -uma vez em Cades-Barne, depois perto de Damasco -, os reis que pretendiam invadir Canaã foram prontamente retirados de seus tronos. Em Ur, Amar-Sin foi sucedido por seu irmão, Shu-Sin. A grande coalizão não existia mais, e os antigos aliados agora estavam começando a se apoderar de partes do antigo império de Amar-Sin. Embora Nannar/Sin e Inanna também tivessem ficado desacreditados com o fracasso da investida dos reis, eles foram os primeiros deuses a receber a lealdade de Shu-Sin. Segundo as inscrições desse rei, foi Nannar que “chamou seu nome” para torná-lo soberano de Ur. Shu-Sin também chamava a si mesmo de “amado de Inanna” e afirmava que a deusa em pessoa o apresentara a Nannar.
Shu-Sin também se vangloriava de que “a santa Inanna”, a com extraordinárias qualidades, a “Primeira Filha de Sin”, lhe dera armas “com as quais combateria os países inimigos desobedientes”. Todavia, tudo isso foi suficiente para manter coeso o império sumério, e Shu-Sin achou prudente solicitar o auxílio de deuses maiores.

A julgar pelos formulários de datas -inscrições anuais com objetivos sociais e comerciais, em que cada ano de um reinado era designado pela principal realização do rei naquele período -, no seu segundo ano Shu-Sin tentou obter a graça de Enlil construindo para ele um barco sem igual, capaz de navegar em mar alto e até atingir o Mundo Inferior. O terceiro ano também foi de preocupação com o alinhamento pró-Enki, pois isso talvez resultasse na pacificação dos seguidores de Marduk e Nabu. Não se sabe no que deramessas tentativas de troca de fidelidade, mas tudo indica que elas foram em vão, pois o quarto e o quinto anos foram marcados pela construção de uma grande muralha na fronteira ocidental da Mesopotâmia, com o fim específico de conter as incursões dos “ocidentais” seguidores de Marduk.
Com o crescimento das pressões vindas do oeste, Shu-Sin procurou se aproximar dos grandes deuses de Nippur, pedindo perdão e salvação. Os formulários de dados, confirmados pelas escavações mais modernas, revelam que o rei iniciou uma maciça reconstrução do recinto sagrado de Nippur numa escala sem precedentes desde a era de Ur-Nammu. As obras culminaram com a colocação de uma estela em honra de Enlil e Ninlil. O rei desejava desesperadamente ser aceito pelo casal divino, mas só Ninlil, a consorte de Enlil, deu ouvidos à sua súplica. Compadecendo-se de Shu-Sin e desejando “prolongar o bem-estar do rei para ampliar o tempo de sua coroa”, deu-lhe uma “arma cujo brilho aniquila… cujo assustador relâmpago atinge o céu”.
Um texto de Shu-Sin catalogado como “Coleção B” sugere que, em seus esforços para restabelecer antigos vínculos com Nippur, o rei pode ter tentado uma reconciliação com os nippurianos que tinham deixado Ur (tal como a família de Terah) depois da morte de Ur-Nammu. O texto afirma que, depois de ele ter feito a região onde ficava Haran “tremer de medo diante de suas armas”, ele fez um gesto de paz mandando para lá uma de suas filhas para se casar com um chefe local ou seu herdeiro. A moça em seguida voltou à Suméria, e em seu séquito estavam aqueles antigos cidadãos de Nippur. Shu- Sin fez questão de apregoar que era a primeira vez que um rei fundava uma cidade para esse casal de deuses, sem dúvida esperando elogios e apoio. Possivelmente com a ajuda dos nippurianos repatriados, ele reinstalou as funções sacerdotais no templo de Nippur, concedendo a si mesmo o título de sumo sacerdote.
Contudo, isso foi em vão. Em vez de maior segurança, passou a existir maiores perigos no império. Agora a preocupação com a lealdade não estava apenas restrita às províncias distantes. Havia dúvidas dentro da própria Suméria. Segundo as inscrições de Shu-Sin, ele considerava o governo do seu próprio país o seu maior fardo.
Houve um esforço final para tentar convencer Enlil a voltar para a Suméria, o que colocaria o rei sob sua proteção. Parece que, seguindo um conselho de Ninlil, Shu-Sin mandou construir para o casal um “grande barco de passeio,adequado para os maiores rios… Enfeitou-o com pedras preciosas”, proveu-o com remos feitos das melhores madeiras, varões e leme artisticamente  entalhados e mobiliou-o com todo o conforto, colocando nele até mesmo uma cama de casal. Depois “ancorou o barco de passeio no lago que ficava diante da Casa de Prazer de Ninlil”. Enlil deve ter ficado tão comovido com o presente que talvez o tenha feito
recordar-se da época em que se apaixonara por Ninlil, a jovem enfermeira, ao vê-la banhando-se nua no rio, e apressou-se a ir conhecer o barco.

Quando Enlil soube, apressou-se a cortar o horizonte, de sul a norte viajou; pelos céus, sobre a Terra ele correu para se rejubilar com sua amada rainha, Ninlil.
A viagem sentimental, porém, não passou de um breve interlúdio. Infelizmente, algumas linhas cruciais do final da tabuinha de argila que contém o texto estão faltando e não temos detalhes sobre o que realmente aconteceu. Mas a última linha refere-se a “Ninurta, grande guerreiro de Enlil, que atordoou o Intruso”, o que aconteceu, ao que tudo indica, depois que uma “inscrição maldosa” foi descoberta numa efígie no interior do barco, talvez com a intenção de amaldiçoar o casal divino. Até agora não se encontrou registros sobre a reação de Enlil, mas todas as outras evidências sugerem que ele partiu definitivamente de Nippur, dessa vez levando consigo a esposa. Logo depois -em fevereiro de 2031 a.C. pelo nosso calendário -houve um eclipse total da Lua no Oriente Médio, que durou a noite toda. Os sacerdotes do oráculo nada fizeram para acalmar a ansiedade de Shu-Sin. Numa
mensagem escrita, disseram que aquilo era um presságio “ao rei que governa as quatro regiões; sua muralha será destruída. Ur encontrará a desolação”.
Rejeitado pelos grandes deuses, Shu-Sin, num ato de desespero ou de desafio, jogou uma cartada final. Mandou construir dentro do recinto sagrado de Nippur um santuário para um jovem deus chamado Shara. Na inscrição dedicatória, afirmou que era o pai do rapaz. “Ao divino Shara, herói celestial, filho amado de Inanna: seu pai Shu-Sin, o rei poderoso, rei de Ur, rei das quatro regiões, construiu para ele o templo Shagipada, seu querido santuário; que viva o rei”. Isso aconteceu no nono e último ano do reinado de Shu-Sin. O novo ocupante do trono de Ur, Ibbi-Sin, não conseguiu impedir a decadência. Coube a ele apressar a construção de muralhas e fortificações no coração da Suméria, isto é, em torno de Ur e Nippur. O resto do país foi deixado sem proteção. Seus próprios formulários de dados (os encontrados até agora só cobrem parte de seu reinado) contam muito pouco sobre as circunstâncias da época. Conseguimos muito mais informações a respeito dela a partir da ausência das habituais mensagens de lealdade de outras cidades e dos comprovantes de trocas comerciais. Assim, as primeiras mensagens de lealdade que anualmente deveriam ser enviadas a Ur e pararam de chegar foram as das capitais dos distritos ocidentais. No terceiro ano não chegaram as das províncias orientais. Também naquele terceiro ano, o comércio internacional “parou de uma hora para outra, de maneira significativa”, como disse C. J. Gadd em History and Manuments of Ur. Em Drehem, perto de Nippur, onde ficava o posto de coleta de impostos sobre bens e gado que eram comercializados e onde, durante toda a Dinastia, foi mantida uma minuciosa contabilidade, os arqueólogos encontraram milhares de plaquinhas de argila intactas contendo essas cifras, mostrando que a contabilidade parou no terceiro ano do reinado de Ibbi-Sin.
Ignorando Nippur depois da partida de seus grandes deuses, Ibbi-Sin colocou sua confiança em Nannar/Sin e Inanna e, no segundo ano de seu reinado, instalou-se como sumo sacerdote do templo da deusa em Erech (Uruk). Repetidamente ele pediu auxílio e orientação, mas só ouvia presságios de destruição. No quarto ano de seu reinado foi informado: “O Filho se erguerá no oeste… é um presságio para Ibbi-Sin. Ur será julgada”.
No quinto ano Ibbi-Sin tentou conseguir mais força, tornando-se sumo sacerdote de Inanna no santuário da deusa em Ur, mas isso também de nada adiantou. Naquele ano outras cidades da Suméria deixaram de enviar mensagens de lealdade e também foi o último em que essas cidades mandaram os animais sacrificiais para o templo de Inanna em Ur. Portanto, a autoridade central de Ur, seus deuses e seu zigurate-templo já não eram reconhecidos.
No início do sexto ano os presságios sobre a destruição foram se tomando mais urgentes e específicos. “Quando vier o sexto ano, os habitantes de Ur ficarão presos numa armadilha”, dizia um deles. A calamidade profetizada viria, afirmava um outro, “quando, pela segunda vez, aquele que chama a si mesmo de Supremo, como alguém cujo peito tenha sido ungido, virá do ocidente”. Naquele mesmo ano, como revelam as mensagens vindas da fronteira, “ocidentais hostis entraram na planície da Mesopotâmia”. Sem encontrar resistência, eles rapidamente penetraram no interior, capturando as fortalezas uma após a outra.

A Ibbi-Sin só restava o enclave constituído por Ur e Nippur, mas antes do final do fatídico sexto ano pararam de chegar abruptamente também as inscrições nippurianas honrando o rei de Ur. O inimigo da cidade e de seus deuses, “aquele que chama a si mesmo de Supremo”, atingira o coração da Suméria.
Marduk, como fora pressagiado, voltara à Babilônia pela segunda vez. Os 24 anos fatídicos -compreendendo a partida de Abraão de Haran, a substituição de Shulgi no trono e o exílio de Marduk entre os hititas resultaram naquele ano do Juízo Final, 2024 a.C. E agora, depois de termos examinado as histórias separadas, porém interligadas, de Abraão e dos infortúnios de Ur e seus últimos três reis, seguiremos os passos de Marduk.
A tabuinha de argila que conta a autobiografia de Marduk (da qual já foi citada um trecho anteriormente) prossegue contando sobre a volta do deus à Babilônia depois de 24 anos de estada no País dos Hatti.
No País dos Hatti perguntei a um oráculo sobre meu trono e minha soberania; entre eles perguntei:”Até quando ficarei”?
Por 24 anos, entre eles, me aninhei.

No 24º. ano, Marduk recebeu um presságio favorável e foi para a Babilônia. A tabuinha está muito danificada nessa parte, mas é possível entender o texto:

Meus dias de exílio estavam terminados; para minha cidade me dirigi.Para meu templo, Esagila, que é como um monte, reconstituir, minha eterna morada estabelecer.
Ergui os calcanhares para ir à Babilônia.Através de…Terras voltei à minha cidade, para seu futuro, bem-estar estabelecer, para
um rei na Babilônia colocar na casa de minha aliança…No Esagila que é como um monte…Por Anu criado…Dentro do Esagila…
Uma plataforma erguer…Em minha cidade…Alegria…

Em seguida o texto dá uma lista das cidades pelas quais Marduk passou a caminho da Babilônia. Essa parte da tabuinha também está bastante quebrada, mas os poucos nomes legíveis indicam que a rota da Ásia Menor até a Mesopotâmia o levou, primeiro, a passar por Hama (Hamat na Bíblia) e depois por Mari. Então ele de fato chegou à Mesopotâmia vindo do Ocidente, como tinham predito os oráculos. E ele estava acompanhado de partidários amoritas (os “ocidentais”).
Conta Marduk em sua autobiografia que seu desejo era trazer a paz e a prosperidade, “expulsar o mal e o azar… trazer amor maternal à humanidade”. Porém, nada disso aconteceu. Um adversário “despejou sua ira” contra a Babilônia. O nome desse deus inimigo aparece logo depois no início de uma nova coluna do texto, mas dele só resta a primeira sílaba: “Divino NIN…”. Só pode ser Ninurta. Esse texto pouco nos esclarece sobre as ações desse adversário, pois todos os versos seguintes estão numa parte muito quebrada da tabuinha, impossibilitando a compreensão da inscrição. No entanto, podemos captar mais alguma coisa lendo a terceira plaquinha dos Textos de Codorlaomor. Apesar de ser um tanto enigmática, essa inscrição pinta um quadro de tumulto total, com deuses inimigos marchando uns contra os outros à frente de suas tropas humanas. Os amoritas de Marduk caíram sobre o vale do Eufrates, ameaçando Nippur, e Ninurta organizou as forças dos elamitas para enfrentálos. À medida que lemos e relemos os registros dessas épocas difíceis, vamos descobrindo que acusar falsamente um inimigo de cometer  atrocidades não é algo típico do mundo moderno. O texto babilônico – e temos de ter sempre em mente que ele foi escrito por um adorador de Marduk -atribuiu às tropas elamitas a profanação de templos, inclusive dos santuários de Ishtar e Shamash, e acusa Ninurta de culpar mentirosamente os seguidores de Marduk pela profanação do Santo dos Santos de Enlil em Nippur com o objetivo de instigar Enlil a se posicionar contra Marduk e seu filho Nabu. Segundo o texto, o saque de Nippur e a profanação do Ekur aconteceram quando os dois exércitos se enfrentaram naquela cidade. Ninurta acusou os seguidores de Marduk pelo sacrilégio, mas o verdadeiro autor do feito foi Nergal!
A crônica babilônica não oferece maiores explicações para o aparecimento de Nergal/Erra, um irmão de Marduk, como aliado de Ninurta. Mas nos Textos de Codorlaomor ele é especificamente acusado de profanar o Ekur:
Erra, o impiedoso, entrou no recinto sagrado.Parou diante dele e contemplou o Ekur.Abrindo a boca, disse aos jovens guerreiros:
“Levem os despojos do Ekur, tirem daqui seus valores, destruam suas fundações, derrubem o muro do santuário”!

Quando Enlil soube que seu templo fora destruído, que “no Santo dos Santos o véu fora rasgado”, apressou-se a ir a Nippur. “Ele emitia um brilho como se fossem raios” ao descer do céu, tendo a sua frente “deuses vestidos de esplendor”, e “fez o lugar sagrado se sacudir” ao se aproximar dele. O grande deus dirigiu-se a seu filho, “o príncipe Ninurta”, querendo saber quem fora o autor da profanação. Este, falsamente, apontou um dedo acusador para Marduk e seus seguidores. Descrevendo a cena, o texto babilônico garante que Ninurta agiu sem o devido respeito para com seu pai: “Sem temer pela vida, ele não removeu sua tiara”. Ele “contou mentiras a Enlil… não houve justiça; a destruição foi concebida”. Segundo o cronista, agindo dessa forma Ninurta fez com que Enlil “causasse mal à babilônia”. Além dos “males” contra Marduk e sua cidade, foi também planejado um
ataque contra Nabu, o filho de Marduk, e seu templo, o Ezida, situado em Borsippa. Mas Nabu conseguiu fugir para o oeste, onde procurou abrigo nas cidades perto do Mediterrâneo que lhe eram fiéis. Do Ezida…Nabu, querendo liderar todas as suas cidades, voltou seus passos para o grande mar.

Os versos do texto babilônico que vêm em seguida fazem um paralelo exato com a história bíblica da destruição de Sodoma e Gomorra: Mas quando o filho de Marduk estava na terra do litoral, aquele Malvado Vento Erra com calor a planície calcinou.

Esses versos e a descrição bíblica da destruição com “fogo e enxofre” têm uma fonte comum. Segundo a Bíblia (por exemplo, Deuteronômio 29:22-27), a “iniqüidade” das cidades da planície do Jordão foi elas terem “abandonado a aliança com Iahweh”, terem ido “servir a outros deuses”. Pelo texto babilônico ficamos sabendo que o “grito” contra elas era a acusação de terem tomado o partido de Marduk e Nabu. Mas, enquanto a narrativa bíblica pára por aí, o texto babilônico nos oferece importantes detalhes: as cidades cananéias foram atacadas não somente para eliminar Nabu, que nelas procuraram abrigo. Todavia, essa segunda meta não foi atingida, porque Nabu conseguiu fugir para uma ilha no Mediterrâneo, cujos habitantes o aceitaram prontamente, apesar de ele não ser um deus: Ele no grande mar entrou, sentou-se num trono que não era seu,Porque o Ezida, sua legítima morada, fora arrasado.

O quadro pintado a partir dos textos bíblicos e babilônicos fica mais clarocom a leitura do Épico de Erra. Composto a partir de fragmentos encontrados na biblioteca de Assurbanipal, esse texto assírio foi tomando forma e sendo mais bem compreendido à medida que outras versões fragmentadas iam sendo descobertas em diferentes sítios arqueológicos. Hoje sabe-se que ele foi escrito em cinco tabuinhas de argila, e do texto total só faltam algumas poucas linhas. Existem duas traduções completas e minuciosas desse épico: Das Era-Epos, de P. F. Gõssmann, e L’Epopea di Erra, de L. Cagni.
O Épico de Erra não apenas explica a natureza e as causas do conflito que redundou no uso da Arma Máxima contra cidades habitadas (com a intenção de aniquilar um deus que nelas se escondia), como também deixa claro que essa medida extrema não foi tomada de maneira apressada e irresponsável.
Sabemos a partir de vários outros textos que naquele momento de grave crise os grandes deuses permaneciam reunidos num contínuo Conselho de Guerra, mantendo um constante contato com Anu. “Anu para a Terra falava as palavras, a Terra para Anu as palavras pronunciava.” O Épico de Erra acrescenta a informação de que, antes de serem usadas as terríveis armas, houve um confronto entre Nergal/Erra e Marduk, em que o primeiro usou de ameaças para persuadir o irmão a deixar a Babilônia e desistir de sua ambição de conquistar a supremacia. Dessa vez a tentativa de persuasão falhou. Ao voltar diante do Conselho dos
Deuses, Nergal recomendou o uso da força contra Marduk. O texto conta que as discussões foram acaloradas e amargas: “por um dia e uma noite”, sem cessar, eles argumentaram. Houve uma discussão violenta entre Enki e seu filho Nergal, em que o primeiro tomou o partido de seu primogênito, Marduk:

“Agora que o príncipe Marduk se ergueu, que o povo pela segunda vez levantou sua imagem, por que Erra continua sua oposição”? Finalmente, perdendo a paciência, Enki gritou para Nergal sair de sua presença.Furioso, Nergal voltou a seus domínios. “Consultando-se consigo mesmo”, ele decidiu usar as terríveis armas:
“As terras destruirei, transformando-se num monte de pó; as cidades arrasarei, as transformarei em desolação; os mares agitarei, o que neles pulula eu dizimarei; as pessoas farei sumir, suas almas se transformarão em vapor, ninguém será poupado”…

Por um texto conhecido como CT-xvi-44/46, sabemos que foi Gibil, o irmão cujos domínios africanos faziam fronteira com os de Nergal, quem avisou Marduk sobre a destruição que Nergal estava tramando. Era noite, e os grandes deuses tinham se retirado para repousar. Gibil foi procurar Marduk e contou sobre as “sete armas” que tinham sido criadas por Anu… “A maldade dessas sete está voltada contra ti”.

Assustado, Marduk perguntou ao irmão onde eram guardadas essas armas: “ó Gibil, aquelas sete… onde nasceram, onde foram criadas”? Ao que Gibil respondeu:Aquelas sete na montanha habitam; elas moram numa cavidade dentro da terra.Desse lugar, com um brilho elas se arremeterão, da Terra para o Céu, vestidas de terror.

Mas onde exatamente ficava esse lugar? Marduk repetiu a pergunta várias vezes, mas tudo o que Gibil pôde informar foi: “Até mesmo para os sábios deuses isto é desconhecido”.
Marduk apressou-se em transmitir o assustador relatório a seu pai, que já estava deitado, preparando-se para dormir. “Meu pai, Gibil, assim me falou: ele descobriu a vinda das sete [armas]”. Depois de dadas as explicações necessárias, rogou ao pai, aquele que muito sabia: “Apressa-te, procura onde estão”!
Imediatamente Enki convocou o Conselho dos Deuses. Todavia, ficou surpreso ao constatar que nem todos estavam tão chocados como ele diante da possibilidade de se usar aquelas armas terríveis. Então pediu que fossem

tomadas sérias medidas contra Nergal, salientando: “As terras ficarão desoladas, o povo perderá”. Nannar e Utu estavam hesitantes, mas Enlil e Ninurta defendiam uma ação decisiva. Por não haver unanimidade, a decisão final foi deixada a cargo de Anu. Quando Ninurta por fim chegou ao Mundo Inferior para comunicar a decisão de Anu, descobriu que Nergal já ordenara a instalação dos “venenos” (asogivas nucleares) nas “sete armas assustadoras”. Embora o Épico de Erra refira-se constantemente a Ninurta como Ishum (“O Calcinador”), ele explica com grandes detalhes que esse deus deixou bem claro ao seu aliado que as
armas só poderiam ser usadas contra alvos especificamente aprovados. Também, antes de elas serem disparadas, os Anunnaki que estavam nos lugares condenados tinham de ser evacuados, e os Igigi que tripulavam a plataforma espacial e os ônibus espaciais precisavam ser avisados. E, por último, mas não menos importante, a humanidade deveria ser poupada, pois, “Anu, o senhor dos deuses, teve piedade da Terra”.
De início Nergal foi contra a idéia de dar qualquer tipo de aviso, e o texto demora-se relatando a troca de palavras ásperas entre os dois deuses. No final, contudo, Nergal concordou em alertar os Anunnaki e os Igigi, mas não Marduk, Nabu e seus seguidores humanos. Foi então que Ninurta, tentando dissuadir Nergal de provocar um aniquilamento indeterminado, usou palavras idênticas às que a Bíblia atribui a Abraão quando tentou poupar Sodoma:

Valoroso Erra, destruirás os justos com os injustos?
Destruirás os que contra ti pecaram junto com os que contra ti não pecaram?

Usando de lisonjas, ameaças e lógica, os dois deuses discutiram sobre a extensão da destruição. Nergal, muito mais que Ninurta, estava tomado pelo ódio pessoal: “Aniquilarei o filho e deixarei o pai enterrá-lo; depois matarei o pai, mas não deixarei ninguém enterrá-lo”! Ninurta com muita dificuldade, recorrendo à diplomacia, salientando a injustiça da destruição indiscriminada e os méritos de alvos predeterminados, finalmente conseguiu dobrar Nergal.

“Ele ouviu as palavras de Ishum; elas lhe pareceram tão atraentes como o óleo fino”. Depois de concordar em não mexer nos mares e deixar a Mesopotâmia fora do ataque, ele formulou um novo plano: a destruição seria seletiva; a meta tática seria destruir as cidades onde Nabu poderia estar escondido; ameta estratégica seria negar a Marduk seu mais cobiçado prêmio -o Espaçoporto, “o lugar de onde os Grandes ascendem”:

De cidade em cidade enviarei um emissário;O filho, semente de seu pai, não escapará; sua mãe parará de rir…
Ele não terá acesso ao lugar dos deuses.O lugar de onde os Grandes ascendem, eu destruirei.

Quando Nergal terminou de falar, Ninurta estava boquiaberto, chocado com a idéia de destruir o Espaçoporto. Mas, como afirmam outros textos, Enlil aprovou o plano assim que ele lhe foi comunicado. Sem perder tempo, Nergal pediu a Ninurta para eles iniciarem rapidamente a ação: Então o herói Erra foi à frente de Ishum, recordando-se de suas palavras; Ishum também avançou de acordo com a palavra dada, mas com um aperto no coração.

O primeiro alvo era o Espaçoporto, cujo complexo de comando ficava escondido no “Mais Supremo dos Montes”, enquanto os campos de pouso espalhavam-se pela planície adjacente: Ishum dirigiu seu curso para o Mais Supremo dos Montes; as terríveis sete [armas], sem paralelo, flutuavam atrás dele.
Ao Mais Supremo dos Montes o herói chegou:
Ele ergueu a mão…
O monte foi esmagado;
A planície do Mais Supremo dos Montes ele não obliterou.

O Espaçoporto foi arrasado com um único golpe nuclear. E esse feito, como atestam todos os registros, foi obra de Ninurta.

Chegou a vez de Erra/Nergal dar vazão a seu voto de vingança. Seguindo para as cidades cananéias orientando-se pela Estrada do Rei, ele destruiu as cidades da planície do Jordão. As palavras usadas no Épico de Erra são quase idênticas às empregadas na história de Sodoma e Gomorra:Então, imitando Ishum, Erra seguiu a Estrada do rei.
Com as cidades acabou, transformando-se em desolação.Nas montanhas causou fome, pois seus animais matou.

Os versos que se seguem podem bem estar descrevendo a criação da nova parte sul do mar Morto e o fim de toda a vida marinha que havia nele: Ele cavou o mar, sua inteireza dividiu.Aquilo que mora nele, até os crocodilos, fez definhar.

Como se usasse fogo, queimou os animais, os grãos transformou em poeira.Dessa forma o Épico de Erra abrange todos os três aspectos do evento nuclear: a destruição do Espaçoporto no Sinai; a destruição das cidades da planície do Jordão; e o  rompimento da margem do mar Morto, que resultou em sua ampliação para o sul. Um acontecimento único e tão devastador como esse deveria estar registrado em mais do que um único texto. E isso realmente é o que acontece. Existem outras crônicas descrevendo ou recordando a catástrofe nuclear.

E um desses textos (catalogado como K.5001 e publicado na Oxford Editions of Cuneiforms Textes, vol. VI) é de especial valor, pois está escrito em sumério, e cada linha vem acompanhada de uma tradução para o acadiano. Isso mostra que, sem dúvida, ele é uma das primeiras crônicas sobre o assunto e deve ter sido uma das fontes para a narrativa bíblica. Dirigido a um deus cuja identidade não fica clara, devido às falhas na tabuinha, ele diz: Senhor, portador do Calcinador, que queimou o adversário, que obliterou a terra desobediente; que definhou a vida dos seguidores da Má Palavra; que fez chover pedra e fogo sobre os adversários.
A fuga dos Anunnaki que guardavam o Espaçoporto, alertados para o perigo iminente, está lembrada num texto babilônico em que um rei fala de eventos acontecidos “no reinado de um monarca anterior”.
Naquela época, no reinado de um monarca anterior, as condições mudaram. O bem partiu, o sofrimento era habitual.
O Senhor enfureceu-se e concebeu a ira.Ele deu a ordem.
Os dois, decididos a cometer o mal, fizeram os guardiões se afastar; os protetores subiram para a cúpula do céu.

Os Textos de Codorlaomor, que identificaram Ninurta e Nergal pelos seus epítetos, contam o ocorrido da seguinte maneira: Enlil, entronizado em altura, estava consumido de raiva.Os devastadores novamente sugeriram o mal.
Aquele que calcina com fogo Ishum/Ninurta e aquele do vento mau [Erra/Nergal], juntos, executaram sua maldade.
Os dois fizeram os deuses fugir, fizeram-nos fugir da calcinação.

O alvo, o local de onde eles tinham feito os deuses fugir, era o Local de Lançamento:
Aquilo que estava levantando na direção de Anu para lançar eles fizeram definhar; seu rosto fizeram desaparecer, do lugar fizeram desolação.

E foi assim que o Espaçoporto, a causa de tantas guerras anteriores, foi varrido da face da Terra. O monte que abrigava o equipamento foi arrasado; as plataformas de lançamento sumiram; a planície de solo duro, usada como pista, foi liquidada e nela não restou nem mesmo um arbusto.

Essa grande instalação jamais seria vista novamente… Mas a cicatriz que essa destruição deixou na Terra pode ser vista até hoje! É uma vasta cicatriz, tão imensa que só pode ser vista por inteiro do espaço. Por isso sua existência só foi revelada ao mundo recentemente, quando os satélites começaram a fotografar a Terra do espaço. Essa é uma marca para a qual nenhum cientista encontra explicação. Estendendo-se para o norte desse enigmático acidente geográfico está a planície central da península do Sinai, que em outras eras geológicas era o fundo de um lago. O solo duro e plano é ideal para a aterrissagem de veículos  espaciais. Foi uma geografia semelhante que fez a Base Aérea Edwards, nodeserto de Mojave, na Califórnia, ser escolhida para pouso dos ônibus espaciais. Quando estamos em pé na grande planície da península do Sinai, cujo terreno foi palco de combates entre tanques nas guerras modernas, podemos ver a distância as montanhas que o cercam, dando-lhe a forma oval. O calcário de
que elas são constituídas fazem com que elas brilhem muito brancas no horizonte. Porém, na borda da imensa cicatriz existe um forte contraste entre o negro do terreno e a brancura que o cerca. O preto não é uma cor natural da península do Sinai, porque ali predominam a brancura do calcário e os tons avermelhados do arenito, que podem chegar ao marrom-escuro, mas jamais ao preto, pois este só é encontrado na natureza quando existe o basalto, que não ocorre naquela área. No entanto, ali, na parte norte-noroeste da enigmática cicatriz, o solo é preto.
Essa cor é provocada por milhares de pedacinhos de rocha enegrecida, que se espalham pela área como se tivessem sido atiradas por uma mão gigantesca.
Até hoje, desde que a cicatriz foi fotografada por satélites, não há explicação para ela. Até hoje também não existe explicação para os pedacinhos de rocha enegrecida que cobrem essa área. Não existe justificativa, a não ser para qum lê os versos dos antigos textos e aceita nossa conclusão de que, na época de Abraão, Nergal e Ninurta destruíram completamente o Espaçoporto ali situado com armas nucleares. “Aquilo que estava levantado na direção de Anu para lançar, eles fizeram definhar; seu rosto fizeram desaparecer; do lugar fizeram desolação”. Bem distante, a leste, na Suméria propriamente dita, as explosões não foram
vistas nem sentidas, mas mesmo assim existem registros dos feitos de Ninurta e Nergal porque tiveram um profundo efeito sobre a região e seu povo.
Apesar de todos os esforços de Ninurta em tentar impedir que Nergal ferisse a humanidade, o sofrimento não foi evitado. A explosão nuclear deu origem a uma imensa ventania, que começou como um turbilhão:
Uma tempestade, o Vento Mau, gritou pelos céus.
Então esse remoinho começou a se espalhar para leste, empurrado pelos ventos vindos do Mediterrâneo. Logo depois os presságios que previam o fim da Suméria se realizaram. A Suméria propriamente dita tornou-se a grande vítima da catástrofe atômica.

A calamidade que caiu sobre a região no final do sexto ano do reinado de Ibbi-Sin está descrita em vários textos, as Lamentações, longos poemas que choram a morte da majestosa Ur e de outros centros da civilização suméria. Como esses textos fazem lembrar muito o Livro das Lamentações da Bíblia, que fala da destruição de Jerusalém pelos babilônicos, os primeiros tradutores dos poemas sumérios partiram da hipótese de que a catástrofe mesopotâmica também fora resultado de uma invasão, nesse caso de tropas elamitas e amoritas.De início, quando os arqueólogos encontraram as primeiras tabuinhas com as Lamentações, os estudiosos imaginavam que somente Ur fora destruída. Mas, à medida que mais textos foram sendo descobertos, foi ficando claro que Ur não havia sido a única cidade afetada nem o ponto central da catástrofe. A descoberta de tabuinhas com um lista das cidades afetadas demonstrou que a destruição pareceu começar a sudoeste, estendendo-se para o nordeste, abrangendo todo o sul da Mesopotâmia, e que uma catástrofe súbita e geral caiu sobre todas as cidades ao mesmo tempo. A destruição não  aconteceu numa vagarosa sucessão, como teria ocorrido se tivesse havido uma invasão progressiva. Estudiosos como Th. Jacobsen (The Reign of Ibbi-Sin) concluíram que “invasores bárbaros” não tiveram nada a ver com a “terrível calamidade” que atingira a Mesopotâmia e considerou essa catástrofe algo “muito, muito intrigante”.
“Só o tempo dirá se um dia veremos com plena clareza o que aconteceu naquela época”, escreveu Jacobsen. “Estou convencido de que a história completa ainda está muito longe de nossa compreensão”.
Mas o enigma pode ser resolvido, e a história compreendida, quando relacionamos a catástrofe que se abateu sobre a Mesopotâmia com a explosão nuclear na península do Sinai. As Lamentações, notáveis por sua extensão e, no geral, pelo excelente estado de conservação, começam deplorando a súbita partida dos vários deuses de seus recintos sagrados, deixando os templos “abandonados ao vento”. Em seguida começam uma rica descrição da desolação causada pela calamidade. Os versos seguintes são um exemplo:
Fazendo cidades ficarem desoladas, fazendo casas ficarem desoladas, fazendo currais ficarem desolados, os redis vazios.
Os bois da Suméria já não ficam em seus estábulos, seus carneiros já não correm nos redis; em seus rios corre água amarga, nos campos cultivados só nasce mato.

Nas estepes só crescem plantas murchas.

Nas cidades e aldeias “a mãe não cuida de seus filhos, o pai não diz: ‘Ó minha esposa’… a criança não nasce forte, a ama não canta cantigas de ninar… a
realeza foi tirada da terra”…
Antes da Segunda Guerra Mundial, antes de Hiroxima e Nagasaki serem destruídas com bombas atômicas caídas do céu, alguém ainda podia ler a história de Sodoma e Gomorra e aceitar a tradicional chuva de “fogo e enxofre” por falta de melhor explicação. Os primeiros tradutores das Lamentações, que não tinham idéia do que era uma catástrofe nuclear, deram-lhe títulos como “A Destruição de Ur” ou “A Destruição da Suméria”.
Todavia, não é isso que os textos descrevem. Eles falam em desolação, não em destruição. As cidades continuaram lá, mas sem seus habitantes; os currais continuavam lá, mas não havia gado; os redis continuavam lá, mas não existiam mais carneiros.
Invasão, guerra, morte -todos esses males são bem conhecidos pela humanidade, mas como uma das Lamentações afirma claramente, o mal que atingiu a Suméria foi único e jamais tinha sido experimentado antes:
Sobre a Terra [Suméria] caiu uma calamidade; uma desconhecida para o homem; uma que ninguém jamais vira antes; uma que não pôde ser suportada.

A morte não veio pela mão de um inimigo, foi uma morte invisível “que vaga pelas ruas, que está solta nas estradas. Ela pára ao lado do homem, mas ninguém consegue vê-la; quando entra numa casa, sua aparência é desconhecida”. Não havia defesa contra “esse mal que assolou a cidade como um fantasma… pelas muralhas mais altas, pelas muralhas espessas ela passa como se fosse uma inundação; nenhuma porta consegue deixá-la de fora, nenhuma trava a impede; pelas frestas ela desliza como uma serpente; como vento, ela penetra pelo batente”. Todos os habitantes foram atingidos e morreram ali mesmo onde estavam. “Tosse e catarro enfraqueceram o peito; a boca ficou cheia de saliva e espuma… torpor e tontura os afligiram, um entorpecimento doentio… uma maldição, uma dor de cabeça… seus espíritos abandonaram seus corpos”. A morte era horrível:

As pessoas, aterrorizadas, mal conseguiam respirar; o Vento Mau as agarrou, não lhes concedendo nem mais um dia…
Bocas estavam encharcadas de sangue, cabeças atoladas em sangue…O Vento Mau fazia empalidecer o rosto.

A fonte da morte invisível era uma nuvem que apareceu nos céus da Suméria e “cobriu a terra como uma capa, estendeu-se sobre ela como um lençol”.
Pardacenta, durante o dia “o sol no horizonte obliterou com sua escuridão”. À noite, luminosa nas bordas (“Orlada com terrível brilho ela encheu a ampla Terra”), ela escondeu a Lua. Indo de oeste para o leste, a nuvem mortal foi levada para a Suméria por um vento furioso, “um grande vento que sopra muito alto, um vento mau que derrota a Terra”.
Aquilo não foi considerado um fenômeno natural: “Uma grande tempestade dirigida por Anu… viera do coração de Enlil”. Era um produto das sete armas assustadoras: “Nasceu numa única cria… como o amargo veneno dos deuses; no oeste foi gerada”. O Vento Mau, “trazendo sofrimento de cidade em cidade, carregando densas nuvens que trazem tristeza do céu”, era resultado de um “relâmpago de tempestade”. “Do meio das montanhas ele desceu sobre a terra, da Planície Sem Piedade ele veio”.
Embora a população estivesse confusa, os deuses sabiam muito bem qual era a causa do Vento Mau:
Um estrondo cruel foi o arauto da chorosa tempestade, um estrondo cruel foi precursor da chorosa tempestade; poderosos descendentes, valentes filhos, foram os arautos da pestilência.
Os dois filhos valentes -Ninurta e Nergal -soltaram “numa única cria” as sete terríveis armas criadas por Anu, “arrancando tudo, destruindo tudo” no local da explosão. As antigas descrições são tão vívidas e exatas como as feitas por testemunhas oculares de explosões atômicas. Logo que as “terríveis armas” foram lançadas dos céus, houve um imenso fulgor. Como conta um texto, “elas espalharam raios assustadores na direção dos quatro cantos da Terra,
calcinando tudo como fogo”. Um outro descreve a formação do cogumelo atômico: “Uma densa nuvem que traz tristeza” subiu aos céus e foi seguida por “rajadas de vento… uma tempestade que furiosamente queima os céus”.
Não um, mas vários textos atestam que o Vento Mau, que carregava a nuvem da morte, foi causado por gigantescas explosões ocorridas num dia que seria para sempre lembrado:
Naquele dia, quando o céu foi esmagado e a Terra aniquilada, sua face obliterada pelo remoinho…Quando os céus escureceram, cobertos por uma sombra.

As Lamentações identificam o local dos assustadores estrondos como sendo “no oeste”, perto do “seio do mar” -uma descrição gráfica da curva do litoral do Mediterrâneo na região da península do Sinai -, numa planície “no meio das montanhas”, que passou a ser chamada de “Lugar Impiedoso”, mas que antes era o local de onde os deuses “ascendiam aos céus”. O monte que ficavaperto dessa planície, que no Épico de Erra tem o nome de “O Mais Supremo”, numa das Lamentações é chamado de “Monte dos Túneis Uivantes” -epíteto que nos traz à mente as descrições encontradas nos Textos das Pirâmides, que
contam a viagem dos faraós para a Outra Vida quando eles entravam numa montanha cheia de passagens subterrâneas. Essa viagem está amplamente comentada em A Escada para o Céu, livro em que também identificamos essa montanha como sendo aquela que Gilgamesh encontrou em sua viagem para a Terra dos Foguetes, na península do Sinai. Segundo uma Lamentação, a nuvem mortal criada pela explosão do monte foi levada pelos ventos na direção leste, “até a fronteira de Anzan”, nas montanhas Zagros, afetando toda a Suméria desde Eridu, ao sul, até a Babilônia, mais ao norte. A passagem da “morte invisível” durou 24 horas: “Naquele dia, num único dia; naquela noite, numa única noite… a tempestade, criada no estrondo de um raio, deixou prostrado o povo de Nippur”. O Lamento de Uruk descreve com detalhes a confusão entre a população e os próprios deuses. Explicando que Anu e Enlil prevaleceram sobre Enki e sua consorte, Ninki, ao consentirem no uso das sete armas, deixa claro que nenhum dos deuses antevia o terrível resultado: Os grandes deuses empalideceram diante de sua grandiosidade ao assistir à explosão, cujos “raios gigantescos atingiram o céu e fizeram a Terra estremecer até seu âmago”.À medida que o Vento Mau ia “se espalhando para as montanhas como uma rede”, os deuses iam fugindo de suas amadas cidades. O poema Lamentações sobre a Destruição de Ur dá uma lista de todos os grandes deuses e grandes templos da Suméria.

Um outro, intitulado Lamentação sobre a Destruição da Suméria e Ur, nos conta mais detalhes sobre essa retirada apressada. “Ninharsag chorou lágrimas amargas” enquanto fugia de Isin; Nanshe gritou:
“Ó, minha cidade devastada”! Enquanto sua “amada residência era entregueao infortúnio”. Inanna partiu apressadamente de Uruk, zarpando para a África num “navio submergível”, queixando-se de que precisava deixar para trás suas jóias e outros bens… Chorando por Uruk, Inanna-Ishtar lamentou a desolação causada em sua cidade e em seu templo pelo Vento Mau que, “num instante, num piscar de olhos, foi criado no meio das montanhas” e contra o qual não havia defesa.
Uma comovente descrição do medo e da confusão que tomaram conta de deuses e homens diante da aproximação do Vento Mau é encontrada no texto Lamento de Uruk, que foi escrito anos depois, durante a restauração da Suméria. Enquanto os “leais cidadãos de Uruk eram tomados de terror”, as deidades residentes, as encarregadas da administração e do bem-estar da cidade, deram o alarme. “Acordem”! Gritaram para a população no meio da noite. “Fujam! Escondam-se na estepe”! Em seguida os próprios deuses fugiram, “tomaram caminhos desconhecidos”. Tristemente o texto acrescenta:

Assim todos os deuses saíram de Uruk; ficaram longe dela; esconderam-se nas montanhas, fugiram para as planícies distantes.

Em Uruk a população, indefesa e sem liderança, ficou entregue ao caos. “O pânico caiu sobre Uruk… seu bom senso estava distorcido”. Desesperado, o povo invadiu os santuários, quebrando tudo o que encontrava lá dentro, perguntando: “Por que os deuses nos esqueceram? Quem causou tanto sofrimento e lamentação”? Mas suas perguntas ficaram sem resposta e, quando o Vento Mau passou, “as pessoas estavam amontoadas em pilhas… o silêncio cobriu Uruk como se fosse uma capa”.
Como nos conta o Lamento de Eridu, Ninki fugiu de sua cidade para procurarabrigo na África: “Ninki, sua grande senhora, voando como um pássaro, deixou sua cidade”. Enki, porém, só se afastou o suficiente para ficar fora do raio de ação do Vento Mau: “O senhor ficou fora de sua cidade… Pai Enki parou fora da cidade… chorou lágrimas amargas diante do infortúnio de sua cidade ferida”. Vários de seus súditos o seguiram, e eles ficaram acampados nos arredores, de onde, por um dia e uma noite, assistiram a tempestade “pôr a mão” sobre Eridu.
Quando a tempestade passou, Enki foi inspecionar Eridu e encontrou uma cidade “afogada em silêncio… os residentes empilhados em montes”. Os sobreviventes lamentaram: “Ó Enki, tua cidade foi amaldiçoada, foi transformada em território desconhecido”! Mas embora o Vento Mau tivesse passado, o lugar continuava inseguro, e Enki “ficou fora de sua cidade como se ela fosse uma terra estrangeira”. Em seguida, “esquecendo-se da Casa de Eridu”, Enki conduziu “os que tinham sido desalojados” para o deserto, na direção de uma “terra inimiga”, onde usou seus conhecimentos científicos para tornar comestível a “árvore suja”. Marduk, da Babilônia, enviou urna mensagem urgente a seu pai, Enki, enquanto a nuvem da morte se aproximava de sua cidade. “O que devo fazer?” Enki aconselhou a todos que pudessem para deixar a cidade, mas tomando unicamente a direção norte. Uma das instruções é idêntica à dada a Ló. O povo da Babilônia não deveria “nem virar nem olhar para trás”. Além disso, ninguém deveria levar nenhum tipo de comida e bebida, pois poderiam estar “tocadas pelo fantasma”. Se a fuga fosse impossível, deveriam procurar um abrigo subterrâneo: “Sigam para uma câmara abaixo da terra, penetrem numa escuridão”, até o Vento Mau passar. O vagaroso avanço da tempestade enganou alguns deuses, que pagaram caro por seu atraso na fuga. Em Lagash, Bau, a consorte de Ninurta, hesitava em fugir de sua amada cidade. “Mãe Bau chorava amargamente por seu templo”. A demora quase custou-lhe a vida:

Naquele dia, a senhora…
A tempestade a apanhou;
Bau, como se fosse mortal…
A tempestade a apanhou…

Pelas lamentações em relação a Ur, uma das quais composta pela própria deusa Ningal, sabemos que ela e Nannar/Sin recusaram-se a acreditar que o fim da cidade fosse inexorável. Nannar fez um longo e emocionado apelo a seu pai, Enlil, procurando algum meio de evitar a calamidade. Mas Enlil respondeu que o destino não poderia ser mudado:
A Ur foi concedida a realeza…
Não lhe foi concedido um reino eterno.

Desde os dias de antanho, quando a Suméria foi fundada, até o presente,quando o povo se multiplicou…
Quem já viu uma realeza de um reino eterno?

Enquanto o apelo era feito, diz o poema de Ningal, “a tempestade avançava, seu rugido cobria tudo”. O Vento Mau chegou a Ur durante o dia. “Embora eu ainda trema por aquele dia, do fedor daquele dia não fugimos”. Ao chegar a noite, “um amargo lamento levantou-se de Ur”, mas ainda assim o deus e a deusa continuaram na cidade: “Do fedor daquela noite não fugimos”. Então a nuvem atingiu o grande zigurate, e Ningal se deu conta de que Nannar “fora apanhada pela tempestade cruel”.
O casal passou uma noite de pesadelo, que Ningal jurou jamais esquecer, escondidos na “casa do cupim” (uma câmara subterrânea) no interior do zigurate. Somente no dia seguinte, “quando a tempestade foi carregada para fora da cidade”, os dois partiram da cidade que tanto amavam.
Enquanto eles saíam, viram morte e desolação: “Amontoados como cacos de cerâmica, os habitantes enchiam as ruas; perto dos grandes portões, onde antes o povo costumava passear, agora só havia cadáveres; nas praças onde se faziam celebrações, eles estavam espalhados; em todas as ruas em que costumavam passear havia cadáveres; nos locais onde antes havia festividades, pessoas jaziam amontoadas”. Os mortos não foram enterrados: “Os cadáveres, como gordura deixada ao sol, derreteram-se por si mesmos”.
Então Nergal levantou a voz no seu grande lamento por Ur, a antes majestosa cidade, o principal centro sumério, a capital de um império:
Ó casa de Sin em Ur, amarga é tua desolação…
Ó Ningal, cujas terras pereceram, fazendo teu coração virar água.A cidade tornou-se um lugar estranho, como agora alguém pode existir?
A casa tornou-se uma casa de lágrimas e faz meu coração virar água…Ur e seus templos foram entregues ao vento.

Todo o sul da Mesopotâmia estava liquidado. As águas e o solo tinham sido envenenados pelo Vento Mau: “Nas margens do Tigre e do Eufrates só crescem plantas doentias… Nos pântanos nascem caniços doentes que logo apodrecem… Nos pomares e jardins nada brota, tudo murcha rapidamente… Os campos cultivados já não são mais arados, não se planta sementes, não existem mais alegres canções nos campos”. Os animais da área rural foram dizimados: “Na estepe, todo tipo de gado, grande e pequeno, todas as criaturasvivas pereceram”. Os animais domésticos também morreram: “Os redis foram entregues ao vento… o zumbido da batedeira já não ecoa no redil… Os estábulos já não fornecem manteiga e queijo… Ninurta levou embora o leite da Suméria”.
“A tempestade arrasou a terra, varreu tudo; rugiu como um grande vento; ninguém dela conseguiu escapar; esvaziando as cidades, esvaziando as casas… Ninguém caminha pelas ruas, ninguém procura as estradas”.A devastação da Suméria foi completa.

Fonte mais que boa: http://rodrigoenok.blogspot.com/2009/02/sumeria-e-devastada-por-armas-nucleares.html

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Pirâmides de Caral

24 24UTC Novembro 24UTC 2009


Em 2001, a cidade mais antiga da América do Sul foi oficialmente reconhecida. Datando de 2.600 anos antes de Cristo. Misteriosa, o que mais intriga é que a cidade de Caral tem pirâmides, contemporâneas das Pirâmides do Egito. Há 22 km de Puerto Supe, ao longo da costa deserta, 120 km da capital do Peru, arqueólogos provaram que mesmo em tempos modernos, grandes descobertas ainda podem ser feitas.

A Antiga Pirâmide de Caral é anterior à civilização Inca perto de 4.000 anos e foi construída um século antes da pirâmide de Gizé. É a mais importante descoberta arqueológica desde a descoberta de Machu Picchu, em 1911. Descobertas em 1905, as ruínas foram rapidamente esquecidas posto que não estavam supridas de ouro e cerâmicas.

Ruth Shady tem escavado em Caral desde de 1994. Ela é um membro do Museu Arqueológico da Universidade Nacional de São Marcos, em Lima. Desde de 1996, ela tem cooperado com Jonathan Hass,do American Field Museum. Ela notou que certas “formações” eram “pirâmides”; antes, eram consideradas como morros naturais. Sua pesquisa anunciou a datação do carbono quatorze do lugar, na revista Science em 27 de abril de 2001.

Caral é importante habitat de plantas domésticas, como algodão, feijão, abóbora e goiaba. A ausência de recursos cerâmicos faz com que essas comidas não sejam cozinhadas ― entretanto, podem ser assadas. O Centro se entende por 150 acres e contém seis pedras plataformas tumulares – pirâmides. O morro maior mede de 154 por 138 metros, embora somente 20 metros aflorem à superfície, duas praças, ainda soterradas são a base do túmulo e uma grande praça conecta todos os túmulos.

A “grande pirâmide do Peru” foi geminada com uma escadaria que dá para um átrio, como plataforma, culminando numa residência com aposentos e uma pira cerimonial. Todas as pirâmides foram construídas em uma ou duas fases, o que significa que os monumentos foram planejados. O desenho da praça central é similar às estruturas encontradas nos Andes um milênio depois. Caral é, portanto, berço de nações posteriores.

Ao redor das pirâmides existem muitas estruturas residenciais. Em uma das casas foi encontrado um corpo que estava sepultado na parede; foi morte natural. Não há evidência de sacrifício humano. No meio dos artefatos foram encontradas trinta e duas flautas feitas de ossos de pelicano e de outros de animais, com entalhes representando figuras de pássaros e macacos. Isso mostra que, embora fixados ao longo da costa, os habitantes de Caral estavam familiarizados com animais da Amazônia.

Como a cultura começou? Antes de Caral, não existe nenhuma evidência exceto a existência de numerosas pequenas vilas. Sugere-se que elas se reuniram em 2.700 antes de Cristo, desenvolveram o cultivo agrícola e técnicas de pescaria. A invenção das redes de pesca de algodão facilitou a indústria . O excesso de comida resultou em comércio com um centro religioso.

O MAIS VELHO QUIPU DO MUNDO

Arqueólogos peruanos encontraram um quipu no sítio arqueológico da mais velha cidade das Américas. É o mais antigo exemplar do enigmático sistema de escrita inca que consiste em cordas marcadas por diferentes cores e números de nós. A descoberta, de5 mil anos de idade, estabelece um elo de ligação entre Incas e os desconhecidos habitantes de Caral e suas ruínas mais antigas que todas as outras já encontradas nas Américas. Até o achado do quipu de Caral, os incaicos eram os mais antigos. In AGUTIE.COM

Desassociado do modelo econômico de permuta, o novo modelo fez de Caral um pólo atrativo de pessoas em busca de oportunidades gerando uma mão de obra excedente. Ao que parece essa mão deobra foi utilizada na obra religiosa: a construção de pirâmides. A descoberta de Caral suscita um enigma histórico: ao mesmo tempo, em dois diferentes continentes, aconteceu o “descobrimento da agricultura” e o incremento de atividade ligada à arquitetura e engenharia e, em ambos os casos, com a edificação de pirâmides.

Este tipo de “templo”, “a pirâmide”, encontra-se no Peru, Suméria, Egito, China etc., em todo terceiro milênio antes de Cristo. Coincidência, ou evidência de desígnio global? Pesquisas alternativas reabriram o debate, mas os arqueólogos não estão prontos para esclarecer isso. Caral é uma verdade difícil de explicar. É muito antiga. A data de 2.627 antes de cristo sem dúvida é baseada no exame de sacos de fibras trançadas encontrados no Sítio. Estes sacos eram usados para carregar as pedras que seriam utilizadas na construção das pirâmides.

O material é excelente candidato para datação através de carbono quatorze, que permite uma alta precisão. A cidade tinha uma população de aproximadamente de 3.000 pessoas. Mas havia dezessete outros sítios, permitindo, possivelmente, um total de 20.000 pessoas no vale Supe. Todos esses lugares no Vale Supe eram divididos similarmente como Caral. Eles tinham uma pequena plataforma ou círculos de pedra. Haas acredita que Caral era o centro da civilização, parte de um enorme complexo, com comunidades litorâneas e terras distantes da costa ― como a Amazônia, considerando as pinturas e entalhes encontrados.

Por uma razão desconhecida, Caral foi abandonada rapidamente depois de um período de 500 anos (2100 AC). Segundo a teoria mais aceita a população migrou devido a uma seca. Os habitantes foram forçados procurar terras férteis. As condições ásperas de vida não desapareceram: de acordo com World Monumento Fund. (WMF), Caral é um dos 100 lugares [sítios arqueológicos] em perigo do mundo, em risco de desaparecer ou ser completamente vandalizado.

A tarefa é muito mais complicada devido aos ladrões que rondam a área à procura de tesouros arqueológicos. Embora o governo peruano tenha dado meio milhão de dólares em ajuda, Shady argumenta que a ajuda não é suficiente ― e o WMF sempre argumenta que o descaso do governo Peruano é a razão para a decadência do lugar. Doações privadas pararam de ajudar, como as da Companhia Telefônica do Peru. Mas Shady acredita que recursos de preservação venham com o turismo. Com o avanço das escavações e a restauração, Caral pode fazer da rota turística sul-americana, tal como as linhas de Nazca e a famosa Machu Picchu.

LINKS
Pirâmides no Mundo Inteiro
Arqueologia del Peru: Caral

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Hercobulus, Mistério de Tiamat: O Outro Nome da Terra

24 24UTC Novembro 24UTC 2009

Os sumérios descreviam nosso sistema solar como um conjunto de 12 corpos celestes significativos. Na linguagem zodiacal, estes astros são todos chamados”planetas”, embora, entre eles, os antigos incluíssem a Lua e o Sol. Isso significa que os mesopotâmicos, não somente possuíam um inexplicável conhecimento astronômico; eles também afirmavam a existência de planetas que somente a ciência contemporânea pôde reconhecer, como o longínquo Plutão, hoje destituído de seu status planetário; os miteriosos Urano e Saturno e o até hoje desconhecido porém procurado 12º planeta, este que os sumérios denominavam Nibiru. Ora, se os sumérios, há 6 mil anos, estavam corretos em relação aos nove planetas reconhecidos hoje porque não poderiam estar, igualmente corretos, em relação a Nibiru? Meditemos…

DIREITA: Ut’napishtim, o Noé da Suméria, resgata Gilgamesh do meio dos oceanos durante o Dilúvio provocado pelos Anunnaki.

Há seis mil anos atrás, os Sumérios conheceram um planeta chamado Nibiru. Era o planeta de origem de um povo descrito pelos antigos como “raça de deuses”. Os nativos de Nibiru visitaram a Terra no passado influenciando decisivamente a cultura humana. Artefatos e tabuletas cuneiformes de argila e pedra encontradas no Iraque referem-se claramente a um planeta de onde vieram viajantes cósmicos.

A herança deste remotos alienígenas aparece na avançada tecnologia dos sumérios e de outros povos ao redor do mundo. Muitas relíquias não são acessíveis ao público que, assim, desconhece essa face da mitologia mesopotâmica. No caso dos sumérios, sua cultura é a mais antiga do Ocidente. Entretanto, seu sistema matemático e o calendário permanecem atuais.

Aos poucos, a pesquisa sobre Nibiru começa a aparecer, ainda que o planeta seja chamado por outros nomes, como , 12º planeta ou “planeta da cruz” (Planet of the crossing). Os sumérios tinham doze corpos celestes em seu zodíaco, contando o sol e a lua e mais DEZ Planetas que, afirmavam, pertencem ao nosso sistema solar.

Hoje os cientistas estão procurando este planeta misterioso nos confins do espaço; a NASA se empenha nessa pesquisa e os especialistas investigam porque já têm certeza de que o “Planeta X” existe. Observado há milhares de anos passados, Nibiru não é visto nos céus contemporâneos. Isso acontece porque a órbita do 10º planeta (12º astro dos sumérios) é uma elíptica extremamente alongada. Durante milênios, o globo se mantém longe do sol e da vista dos terráqueos, muito além da órbita de Plutão.

Os Sumérios descrevem o Planeta X ou Nibiru, no ponto mais extremo de suatrajetória, distante da Terra aproximadamente 30 milhões de anos-luz. Os viajantes de Nibiru que chegaram à Terra são chamados Anunnaki e foram considerados deuses. A tradição conta que os Anunnaki possuíam “servos” que eram “seres andróides”. Não eram seres vivos mas agiam como se fossem.

Zecharia Sitchin

Zecharia Sitchin é lingüista, perito em escrita cuneiforme (suméria) e em muitas outras linguagens antigas. Em 1976, publicou The Tewlfht Planet e assim começou sua trajetória transformadora da pesquisa da história antiga. Em 1993, lançou seu sexto livro, parte da série de Earth Chronicles (Crônicas da Terra) – When Time Began. Este último livro fala das relações entre o complexo calendário de Stonehenge, as ruínas de Tiahuanacu, no Peru, a antiga cultura suméria e, por extensão, a conexão desses monumentos antigos com os Anunnaki. Sitchin defende que os Anunnaki não são uma alegoria ou criação fabulosa dos sumérios; antes, são seres humanóides que habitam o misterioso planeta Nibiru.A órbita excêntrica, extensa de Nibiru, faz com que o planeta passe milênios totalmente invisível à observação no centro do sistema solar. Zecharia Sitchin acredita que quando a posição de Nibiru é favorável, ciclicamente, os Anunnaki – habitantes de Nibiru – visitam a Terra e interferem no curso da história humana. O ano de Nibiru corresponde a 3 mil e 600 anos terrenos, período regular de intervalo entre as visitas dos Anunnaki.

Sitchin já decifrou mais de dois mil cilindros e fragmentos de cerâmica com inscrições da Mesopotâmia, alguns de 4.000 a.C., que fazem parte do acervo de museus de todo o mundo. Um desses fragmentos, que se encontra na Alemanha, indica que a Terra é o “sétimo planeta”, contando a partir de Plutão. Ocorre que Plutão somente foi descoberto pela astronomia moderna no início do século XX. Como os sumérios poderiam saber de tal coisa?

O lingüísta acredita que, na antiguidade, seres extraterrenos conviveram com antigos mesopotâmicos e foram os “instrutores”, os deuses da humanidade dos primeiros tempos históricos (pós-advento da escrita). Comparando as mitologias da Criação de diferentes culturas, verifica-se a coincidência dos mitos, que são recorrentes nas referências a uma “colonização” ou instrução das primeiras nações humanas por seres superiores, que vieram do espaço e se encarregam de ensinar aos homens primitivos as “artes” que caracterizam as civilizações.

Sempre buscando a identidade desses “instrutores celestes”, Sitchin começou sua jornada pelo mundo das cidades antigas e dos grandes impérios do passado. Uma de suas conclusões mais significativas afirma a existência, em Marte, de uma estrutura alienígena, artificial, de forma piramidal, situada na região denominada Cydonia. Essa pirâmide não é a única; sua distância em relação a outra estrutura semelhante é proporcionalmente idêntica à distância que existe entre a Esfinge e as pirâmides do Egito.

Essas relações entre pirâmides podem significar que elas servem como marcos topográficos para viajantes celestes, como os Annunaki, tanto na Terra quanto em Marte. Sitchin acredita que as pirâmides de Gizé não foram um realização dos egípicios. Em 1993 foi divulgada a descoberta de que a Esfinge é dois mil anos anos antiga do que se pensava, o que reforça a teoria de Sitchin.

O Buraco de Saddam

Polêmico, Sitchin fundamenta suas teorias em rigorosas traduções dos textos sumérios, escrituras Védicas (indianas) e textos originais da Bíblia escritos em hebraico e grego. O local, na Terra, de chegada ou aterrisagem dos Annunaki é uma região chamada Eridu, sul do Iraque. A dificuldade de captura de Saddam Hussein decorreu do fato de que seu esconderijo, o “buraco” onde foi encontrado o ditador, é parte de uma pirâmide construída na antigüidade e desconhecida dos arqueólogos que trabalham naquele país.

O Céu do Hemisfério Sul

A NASA localizou uma maciço e negro objeto cósmico nos céus do hemisfério sul, fato que pode justificar a recente reativação de telescópios na Argentina e no Chile. Sitchin, que visitou vários observatórios astronômicos da antigüidade, constatou que todos privilegiam a visão do quadrante sul e também estão localizados na mesma latitude da Terra.

Muitos desses observatórios permitem medir com exatidão o nascer do sol e da lua. É possível que esse notável interesse pelo céu tenha sido motivado pela expectativa de um retorno desses alenígenas que foram, no passado, considerados criadores e instrutores da raça humana.
Anunnaki: na língua suméria significa “Aqueles que desceram dos céus”; para os hebreus eram Nefilim, Elohim; em egípcio, Neter. Descobertas arqueológicas e artefatos recolhidos nos últimos duzentos anos são o fundamento da teoria de que uma avançada civilização proveniente de um planeta distante, porém pertencente ao sistema solar do qual a Terra faz parte, chegou ao golfo Pérsico a cerca de 432 mil anos atrás; eram os Anunnaki. Os visitantes estelares colonizaram a Terra com o propósito de obter grandes quantidades de ouro. Sua mão-de-obra foi arrebanhada entre os humanos primitivos, que foram manipulados geneticamente.

Há 250 mil anos, o sistema de colonização alienígena começou a decair; os operários das minas (terráqueos) começaram a se rebelar contra as condições de trabalho e os Anunnaki, então, decidiram criar um ser que pudesse substituir os humanos primitivos. O experimento de engenharia genética teve de ser refeito. Enki, cientista genético e Ninhursag, chefe de medicina, criaram híbridos usando material do homo erectus, de animais e dos próprios Anunnaki. O resultado foi o homo sapiens, que veio ao mundo para ser escravo! Os primeiros homens, sendo híbridos, não se reproduziam. Novos ajustes foram feitos e, assim, a espécie pôde procriar.

Quando os sapiens tornaram-se muito numerosos, parte deles era expulsa das cidades Anunnaki e, assim, gradualmente espalharam-se no planeta. Mas as criaturas surpreenderam os criadores: eram belos e se desenvolviam muito bem. Algumas fêmeas começaram a servir de parceiras sexuais para os colonizadores. Essas uniões eram férteis, produziam prole. Era uma situação inaceitável para a maioria dos Anunnaki que decidiram exterminar a população colonizada – a humanidade – provocando uma colossal inundação em época próxima à reentrada de Nibiru nas proximidades da órbita da terra. Esse dilúvio aconteceu há cerca de 12 mil anos atrás.

Muitos humanos foram salvos por Enki, que simpatizava com aqueles que ele mesmo havia criado. Por milhares de anos, homens e mulheres foram escravos e soldados. Os Anunnaki usavam seus servos nas guerras que travaram entre si, na construção de palácios e cidades, em instalações astronômicas situadas em todos os continentes. Eles ocuparam não somente a Mesopotâmia, mas também o Egito, a Índia, as Américas. Por isso os sinais de sua presença são encontrados em todo o mundo.

Seis mil anos depois do dilúvio, os Anunnaki que aqui permaneceram resolveram que era hora de deixar o planeta e, gradualmente, conduziram a raça humana à independência, introduzindo um sistema sociopolítico fortemente hierarquizado. Linhagens de reis foram estabelecidas, possivelmente considerando a descendência dos Anunnaki: eram os “Iniciados”, versados em ciências como matemática e astronomia, conhecedores de técnicas de medicina, arquitetura e engenharia. Dinastias cuja continuidade era feita por meio “colégios” – os “colégios dos mistérios”.

A Evidência Astronômica

A prova definitiva da veracidade da tradição suméria seria o reconhecimento científico de um décimo planeta (ou 12º astro) no sistema solar, ou seja, a “descoberta” de Nibiru com tamanho, órbita e outras características descritas nos registros da Mesopotâmia.

Plutão foi descoberto em 1930 e Caronte, sua lua, em 1978. A análise de Plutão mostra que determinadas peculiaridades da órbita deste planeta e também das órbitas de Urano e Netuno somente podem ser explicadas pela existência de um planeta desconhecido que deve ser bem maior que Plutão e mesmo a Terra.

Entre 1983 e 1984, o IRAS – Infrared Astronomical Satellite produziu observações relacionadas a um décimo planeta. Em 1992 novas descobertas foram publicizadas sobre um planeta a mais no sistema, denominado “intruder – “planeta intruso”. Os cientistas começaram, então, a confrontar os dados da astronomia com as traduções de Zecharia Sitchin, em especial, a tradução do documento Enuma Elish, que contém a história da formação deste sistema solar. São anais muito antigos que falam de um planeta do tamanho de Urano chamado Tiamat, cuja órbita passa entre Marte e Júpiter.

O grande planeta Nibiru foi capturado pela força gravitacional do sistema solar e sua entrada no conjunto causou anomalias nas luas dos outros planetas. Nibiru colidiu com Tiamat e enormes fragmentos entraram na órbita da Terra. Um desses fragmentos veio a ser a Lua.

O interesse de antigos e contemporâneos por Nibiru decorre de uma questão muito prática. Os relatos arqueológicos são claros: a passagem deste planeta a cada 3 mil e 600 anos nas proximidades da Terra produz efeitos sensíveis na realidade ambiental; catástrofes são desencadeadas. A passagem de Nibiru é, possivelmente, a causa da mudança nos pólos da Terra, dos regimes da marés, dos padrões climáticos, dos desvios da órbita e choque com asteróides que são arrastados pelo “intruso”. Nibiru pode ter provocado, por exemplo, a extinção da vida em Marte ou o fim da época dos dinossauros.

MISTÉRIO DE TIAMAT: O OUTRO NOME DA TERRA

Há 500 mil anos atrás o planeta Terra não se chamava “Terra”. O nome “Terra”, do grego gaia, é uma inovação recente. Seu nome mais antigo é Tiamat. Era um lugar completamente diferente do que é hoje e localizava-se no espaço em outra posição, mais distante do sol, entre Marte e Júpiter. Marte, que ficava mais perto do sol era, então, completamente habitável, com um clima temperado e água abundante em estado líquido. Este fato, embora não divulgado, já foi amplamente verificado pela NASA e outros grupos científicos.

Tiamat estava mais próximo da estrela Sírius (ou Sothis, como a chamavam os antigos egípcios). O sistema planetário de Sírios e o sistema da estrela que chamada Sol eram parte de um mesmo e único sistema maior, parte de uma unidade cósmica. Os dois sistemas ainda são gravitacionalmente conexos com um terceiro sistema, outro fato que começa a ganhar espaço nos meios científicos.

O “Sistema Regional de Sírius” evoluciona em torno de um sol central chamado Alcyone, estrela situada na constelação das Pleiades ou “Quadrante das Pleiades”. O conjunto Sol-Sírius-Alcyone descreve uma órbita ao redor do centro da galáxia (Via Lactea) em direção da estrela de Sagitário. Todo o movimento orbital do megasistema tem uma duração de 200 milhões de anos. Este grande ciclo deve completar uma revolução em 21 de dezembro de 2012, data prevista pelos maias para a deflagração de uma catástrofe mundial apocalíptica.

FONTE: SOLÀRION, Robertino. A Brief History Of Planet X Nibiru, 2003. IN APOLLONIUS.NET

A Evidência Tecnológica

Há muito tempo escavações arqueológicas têm trazido à luz artefatos, ferramentas, máquinas e registros que surpreendem, pelo seu avanço, as expectativas dos estudiosos. São objetos inexplicáveis para a ciência histórica acadêmica. No deserto do Iraque foram encontradas baterias de argila com eletrodos datadas em 2 mil e 500 anos antes de Cristo; em uma pirâmide funerária, havia um modelo de aeroplano perfeitamente funcional.

Mais recentemente, a redescobeta de ouro monoatômico em sítios arqueológicos do Oriente Médio veio reforçar a crença em civilizações do passado altamente sofisticadas. As substâncias monoatômicas são supercondutoras de energia em temperatura ambiente e possuem propriedades anti-gravitacionais. Somente nos últimos anos o ouro monoatômico tem sido investigado pela física. Arqueologicamente, entretanto, o ouro monoatômico mesopotâmico é conhecido desde 1889, quando sir Flinders Petrie demonstrou que o material era produzido há 3 mil anos atrás.

A Evidência Documental

O registro histórico documentado da existência e das realizções dos Anunnaki começaram a aparecer desde os primeiros anos do século XIX. A escavação de antigos sítios arqueológicos mesopotâmicos revelaram uma avançada civilização Suméria. Milhares de lâminas de argila contêm escrituras relacionadas não somente com às questões do cotidiano, como o comércio, os casamentos, as ações militares e sistema de cálculos astronômicos; as tábuas cuneiformes também falam dos Anunnaki.

Fica evidente que os sumérios sabiam perfeitamente que aqueles aliens eram criaturas vivas, de “carne e osso”. A Biblioteca de Assurbanipal, apesar de ter sofrido um incêndio, não perdeu nada de seus documentos feitos de argila, resistente ao fogo. Assim, foram preservadas 400 tabuletas cuneiformes que contêm a história dos tempos arcaicos, sem falhas; uma espécie de “cápsula do tempo” feita de barro cozido. São estes documentos que contam a saga dos Anunnaki.

A Evidência Genética

Os registros sumérios localizam o laboratório, onde os Anunnaki criaram o homo sapiens na região leste da África Central, próximo às minas de ouro. É uma área que coincide com o lugar onde foi encontrado o mais antigo DNA mitocondrial, pertencente ao fóssil que ficou conhecido como Lucy. Os arqueólogos também encontraram ruínas de minas de ouro de 100 mil anos. Os documentos descrevem, ainda, os avanços da engenharia genética. O rápido progresso da espécie humana sapiens, que chega a Marte apenas 250 mil anos depois de começar a realmente “sair das cavernas” é notavelmente anômalo diante dos milhões de anos que foram necessários para consolidar os membros mais antigos do nicho dos homo erectus

FONTE
Giants Upon the Earth – por Jason Martell, ANCIENT-X – Planet X: Past and Present – ANCIENT-X – Zecharia Sitchin – ANCIENT-X

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Documentário: O Símbolo Secreto Perdido e as Escolas do Mistério ( Pirâmide, Sol, Phi e a Tecnologia Inversa)

11 11UTC Novembro 11UTC 2009

Parte 6

Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6

Vida e obra do Homem que disse que dominava a levitação de pedras.

Edward Leedskalnin (1887 – 1951), provou esse conhecimento construindo um castelo chamado Coral Castle, que é no mínimo muito estranho, e com certeza indica as mesmas dúvidas que temos quando vemos as pirâmides, tiahuanaco, ou Cuzco, “como conseguiram colocar aquelas pedras lá?”.

Parece que o segredo estava implantado em simbolos religiosos, como já disse Nassim Haramein em sua Palestra

Edward deixa uma pista de como fazer a levitação em uma pedra com o formato parecido com uma estrela de David, e nela está escrito:
Adm 10 ¢.
Drop Bellow

e um código de números:
7 129
6 105 195

puis eles separados, mas estão juntos na pista deixada por Edward.

e a partir daí surge um calculo bem complicado, mas se prestar atenção dá pra entender no video.

Se tudo isso der no que parece dar, então devemos rever nossos conceitos matemáticos mais do que já prescisávamos, eu mesmo pensava que número primo não passava de um tipo de qualificação apenas pra certos números, e na verdade é muito mais que isso.

“É simples, basta saber como” Edward Leedskalnin

Site oficial: http://www.code144.com/

Para ver Fotos do Coral Castle clique aqui
Para ver Foto da Flywheel clique aqui.
Para ver Videos do Coral Castle clique aqui.

Links Relacionados:
Documentário: O Olho de Hórus.
Como se construiram as Pirâmides?

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Geoglifos no Acre

7 07UTC Novembro 07UTC 2009

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O que são?

Geoglifos são vestígios arqueológicos representados por desenhos geométricos (linhas, quadrados, círculos, octógonos, hexágonos etc…), zoomorfos (animais) ou antropomorfos (formas humanas), de grandes dimensões e elaborados sobre o solo, que podem ser totalmente e melhor observados se vistos do alto, em especial, através de sobrevôo.
Geoglifos podem ser encontrados em várias partes do mundo. Os mais conhecidos e estudados estão na América do Sul, principalmente na região andina do Chile, Peru e Bolívia.
As linhas e geoglifos de Nasca, no Peru, são os exemplos mais conhecidos desses desenhos. Os mesmos foram descobertos em 1927, com o advento da aviação comercial. A Dra. Marie Reich dedicou a sua vida aos estudos dos geoglifos de Nasca. Embora bastante conhecidos, os geoglifos de Nasca ganharam fama mundial com o lançamento do livro “Eram os Deuses Astronautas” de Erich von Daniken.
Há alguns anos geoglifos também foram encontrados na região amazônica brasileira. Mais precisamente no Estado do Acre. Foram percebidos em 1977, quando o Prof. Ondemar Dias, do Instituto de Arqueologia Brasileira do Rio de Janeiro esteve nesta região localizando e estudando sítios arqueológicos, como parte do inventário nacional que estava sendo realizado pelo PRONAPABA – Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas da Bacia Amazônia.
De lá para cá outros locais com estas estruturas foram descobertos e, entre 1985 e 1994 um desses sítios (Los Angeles, na Fazenda Ouro Branco) foi escavado por duas equipes, das quais participaram o Dr. Ondemar Dias (Coordenador), Profa.Mauricélia Sousa, Prof. Marcos Vinícius das Neves (Sub-coordenadores), Dra. Rosângela Menezes, Dra. Jandira Neto Dias, Prof. Divino de Oliveira, Valmir de Araújo, David Barroso, Maria Luiza Ochoa, Dr. Jacó Piccoli e Dr. Ondemar Blasi, entre outros. Os pesquisadores encontraram muita cerâmica indígena, o que indicava locais de antigas aldeias. ((Dias Júnior, O.F. & Carvalho, E.T. 1988 e Neves, M.V. 2002).

Visão Aérea

A real dimensão e extensão da área geográfica de ocorrência dessas estruturas, no entanto, só foi realmente percebida através de observação aérea.
Em meados da década de 1980, o Prof. Alceu Ranzi, ao olhar pela janela de um avião, em vôo comercial entre Porto Velho e Rio Branco, percebeu uma estrutura circular dupla, na margem da BR 317. Na época, em avião monomotor, uma equipe sobrevoou a área e o registro fotográfico foi obtido pelo fotógrafo Agenor Mariano. A nota da descoberta e as fotos foram publicadas na edição de 15 de Agosto de 1986 no jornal “O Rio Branco”.
Em 1999, em outra viagem, um vôo comercial de Porto Velho para Rio Branco, novamente o Prof. Alceu Ranzi, percebeu uma dessas gigantescas estruturas da janela do avião. Passou então a pesquisar o assunto, primeiro conseguindo pequenos aviões para sobrevoar a área, e depois visitando pessoalmente, em terra, para a obtenção de medidas.
A partir de 2000, com as fotos aéreas obtidas pelo fotógrafo Edison Caetano, os geoglifos do Acre tiveram repercussão nacional e internacional.
No dia 16 de abril 2000, os jornais A Tribuna e A Gazeta, ambos de Rio Branco, deram notícias de capa, com fotos aéreas dos geoglifos. Em 17 de abril de 2000 a TV Acre e TV Gazeta, noticiaram o assunto.
A Revista IstoÉ, edição de 23 de junho de 2000, publicou reportagem assinada por Peter Moon, com as fotos aéreas do Edison Caetano.
Com o incentivo positivo da repercussão na imprensa, foi apresentado em 2001, à Fundação Elias Mansour, do Governo do Acre, o Projeto “Geoglifos Patrimônio Cultural do Acre”, o qual foi aprovado para receber apoio financeiro da Lei de Incentivo à Cultura e ao Desporto. Os recursos obtidos permitiram sobrevôos e mais fotos aéreas foram obtidas pelo Edison Caetano.
Em 28 de julho de 2002, reportagem sobre os geoglifos foi divulgada no Programa Fantástico da Rede Globo. O trabalho foi produzido pelo repórter Jefson Dourado da TV Acre.
Em 2005, em vôo patrocinado pela Secretaria de Turismo do Estado do Acre, o fotógrafo Sergio Vale, registrou os geoglifos da região das Quatro Bocas e da Fazenda Colorada.
Até agora está confirmada a existência de pelo menos uma centena dessas estruturas e a cada dia que passa mais geoglifos são descobertos.

Fonte: http://www.geoglifos.com.br/geoglifos.htm

Para ver mais fotos clique aqui.

ou para usuários do Earth Google

Usuários do Google Earth ou Maps Google podem apreciar alguns dos 120 geoglifos do Acre, a partir das seguintes coordenadas: (10°12′13.32″S 67°10′18.09″W), (10°22′1.61″S 67°43′24.89″W), (10°18′24.51″S 67°13′12.50″W), (10°13′49.01″S 67° 7′26.71″W), (10°17′14.08″S 67° 4′32.97″W), (10°13′5.25″S 67° 9′28.94″W), (10°18′ 06.64″S 67° 41′41.55″W), (10°11′27.65″S 67°43′20.11″W).

Documentário relacionado.
Alienígenas Ancestrais

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Quem é Este Pokémon?

27 27UTC Setembro 27UTC 2009

Quem conhece esta história abaixo???

Havia um cara que, dizem, teria nascido de uma virgem. Nascido de descendentes dos reis legítimos, em um período em que seu país encontrava-se na mão de ursupadores, nem um pouco ligado às tradições religiosas ou ao bem do povo.

O nome pelo qual passou a ser conhecido no Ocidente, embora na verdade falado em outra língua, lembra o conceito grego de Christhos, ou os radicais presentes no “Espírito Crístico”

Várias profecias indicavam que este menino poderia vir a ser o Rei, embora alguns achassem que isso seria no sentido religioso, e outros, no sentido político.

As pessoas esperavam um salvador. Este seria uma encarnação do segundo aspecto de Deus, que é um só, mas se divide em três.

O rei ursupador, de família ilegítima, mandou MATAR todos os primogênitos, forçando os pais do salvador que fugissem com ele.

Foi criado de forma aparentemente humilde, mas dava mostras de sua sabedoria. Deixava escapar também traços de erudição que indicavam educação primorosa (talvez patrocinada pelos que apoiavam a família real que tenta voltar ao trono).

Após uma infância pouco documentada, deu algumas mostras de seu poder na adolescência.

Após mais algum tempo, em idade adulta jovem, se revelou como presença divina. Sua presença coincide com uma época de grandes conflitos. Durante esta fase de ocupação de suas terras e tentativas de revolução, faz questão de deixar claro que precisamos separar o que é de Deus, notando que o impermanente não é deste mundo.

Quebra paradigmas, ensina morais estranhas, faz questão que cada um cumpra o que é seu papel. Ensina, literalmente, que ELE é o CAMINHO até o Pai. Que é necessário fazer os trabalhos, mas que podemos ofertar a Ele, nos unirmos a ele, que é Caminho, que é Verdade. Não porque ele seja egóico, mas porque ele está ligado com o Criador. E é dificil para nós nos ligarmos com o intangível, mas dá para nos ligarmos com um salvador conhecido. Como ele é ligado a Deus, nos ligando a ele pegamos “carona”…

Acaba sendo morto ainda jovem, de forma trágica, pouco depois de sua revelação como Presença Divina.

Não escreve nada, mas alguns registram parte da sua vida, especialmente as próximas da morte, onde despeja toda a sua sabedoria. Os trechos registrados são pequenos, mas capazes de mudar nossa noção religiosa de causa e conseqüência, trazendo nova luz sobre a natureza do espírito, e sua sobrevivência ao corpo.

Os poucos capítulos sobre sua vida em presença divina são inseridos, como parte das escrituras sagradas, e são traduzidos para praticamente todas as línguas do mundo. (11) O livro com a vida do Deus Vivo é mais popular e citado, individualmente, do que a própria obra religiosa maior que o contém.

Antes de morrer, deixa claro que irá voltar, no futuro. Fazem religião em seu nome, mas ele mesmo nunca foi adepto destes preceitos religiosos, até porque nunca fundou religião alguma, nunca foi moralista, nunca foi de trocar sabedoria por rituais, e não podia freqüentar o que só fizeram depois dele.

Conhecem esta história? Vocês não são os únicos. Os que fizeram o mito ecumênico de “Jesus Cristo”, unindo elementos do mitraismo, judaismo, paganismo, culto ao sol e filosofia moralista grega também conheciam. Porque esta é a história de Krishna, que viveu em 3.000 a.C., na Índia.

Escrito por Lázaro Freire

krishna-cristo
krishna-cristo-mae
krishna-cristo-lavapes

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Documentário: A Busca Por Atlântida

28 28UTC Julho 28UTC 2009

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Parte 4
Parte 5
Parte 6
Infelizmente não há a ultima parte no youtube.

Esse documentário ao meu ver tem uma abordagem bem sóbria sobre o assunto, citando teorias bem convincentes para se chegar a Atlântida.
Faz muitas ligações a outra civilizações do Egito, Tiahuanaco e México com seus mitos e construções semi-decifrados.

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Pirâmides na China

1 01UTC Junho 01UTC 2009

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De acordo com a lenda chinesa, as mais de cem pirâmides descobertas na China são o legado de visitantes extraterrestres.

Na virada do século, dois comerciantes australianos se encontravam numa vasta área nas planícies de Qin Chuan, na China central. Lá eles descobriram mais de cem pirâmides. Quando eles perguntaram ao guarda de um monastério local sobre elas, foi-lhes dito que, de acordo com os registros guardados no monastério, as pirâmides são consideradas “muito velhas”. Visto que os registros tinham mais de 5000 anos, podemos apenas imaginar a idade das pirâmides propriamente ditas.

Foi dito aos comerciantes que as pirâmides pertenciam à uma era quando os “velhos imperadores” reinavam na China, e que os imperadores sempre enfatizavam o fato de que eles não eram originários da Terra. Eles eram descendentes dos “filhos do céu, que estrondosamente desceram a esse planeta em seus dragões de metal ardente”. Foi dito aos comerciantes que as pirâmides haviam sido construídas por visitantes do espaço sideral.

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As pirâmides são geralmente feitas de argila e terra, não de pedras, e alguns fazendeiros coletaram-nas para levar material para seus campos e casas. É uma pena, mas assim é.
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Nesta figura é possível observar váras pirâmides na planicie chinesa

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Todas as pirâmides estão situadas nas planícies de Qin Chuan e diferem em tamanho entre 25 e 100 metros de altura. Todas, exceto uma. Ao norte, no vale de Qin Lin, encontra-se o que se tornou conhecido como a Grande Pirâmide Branca. Ela é imensa, aproximadamente 300 metros de altura!

Pra quem quiser ver no earth google
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Como Dito na parte 29 da Palestra de Nassim Haramein
Os deuses do sol que fizeram isso eram grandes e loiros, e por causa disso o governo da china achou que esse “fato” poderia implicar a uma origem européia, que os deuses seriam europeus, então resolveram não divulgar suas pirâmides.

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Como Se Construíram as Pirâmides?

23 23UTC Maio 23UTC 2009

Conhecido como o “Heródoto dos árabes”, o historiador Abu al-Hasan ‘Ali- al-Mas’u-di descreveu no século 10 a forma como as pirâmides foram construídas. Segundo a lenda, um “papiro mágico” era usado para fazer os blocos de pedra levitar. Mas calma, não era magia, era tecnologia!
O papiro era colocado abaixo do bloco a ser movido, e a pedra era então golpeada com um cetro de metal como o que as divindades egípcias são comumente representadas portando. Aqui estava o segredo. Isto criava uma ressonância acústica que fazia a pedra levantar e se mover ao longo de outros postes de metal, amplificando a ressonância. O procedimento era repetido toda vez que a ressonância começava a se dispersar. O “papiro mágico” talvez atuasse como um isolante entre a pedra e o solo, facilitando a ressonância.

Som. As pedras levitavam com som. Abra sua mente, porque dizem que este conhecimento oculto foi preservado, sendo aplicado por monges tibetanos em anos recentes, e há mesmo registros filmográficos do fenômeno. Filmes, criançada.

OMMMMMM
Em 1959 o projetista sueco Henry Kjellson publicou um curioso relato em uma revista alemã. Dizia ele que seu amigo, o Dr. Jarl, estudava em Oxford e fez amizade com um jovem estudante tibetano. Algum tempo depois, enquanto o Dr. Jarl estava no Egito em uma viagem para a Sociedade Científica Inglesa, um mensageiro de seu amigo tibetano o chamou urgentemente para ir ao Tibete para cuidar de um Lama.

Depois de conseguir uma licença e viajar, de avião e mesmo yaks até um monastério isolado a sudoeste de Lhasa, o Dr. Jarl ficou surpreso ao descobrir que o Lama era seu próprio amigo tibetano de Oxford. Tudo correu bem, e por causa de sua amizade, o Dr. Jarl pôde aprender muitas coisas que outros forasteiros não tinham chance de sequer observar.

Foi assim que ele presenciou com seus próprios olhos algo fantástico, um conhecimento derivado diretamente dos antigos egípcios. Os monges mostraram como erguiam blocos de toneladas ao topo de um desfiladeiro com altura de mais de 250 metros usando… tambores e trompetes. Kjellson relata:

“No meio do local estava uma base de pedra polida com uma pequena cavidade no centro. Ela tinha o diâmetro de um metro e uma profundidade de 15 centímetros. Um bloco de pedra era manobrado para a cavidade. Então, 19 instrumentos musicais eram disposto em um arco com 90 graus a uma distância de 63 metros da base ao centro. Os instrumentos consistiam de 13 tambores e seis trompetes (Ragdons). Oito tambores tinham uma seção de um metro e um comprimento entre um e 1,5 metro. O único tambor pequeno tinha uma seção de 0,2 metros e comprimento de 0,3 metros. Todos os trompetes tinham o mesmo tamanho, 3,12 metros e uma abertura de 0,3 metros.

Os tambores grandes eram feito de folhas de ferro de 3 mm, e tinham um peso de 150 Kg. Todos tinham um lado aberto, enquanto o outro tinha um fundo de metal, que os monges batiam com grandes bastões com couro. [Enquanto batiam nos tambores e tocavam os trompetes], todos os monges estavam cantando e entoando um cântico, lentamente aumentando o tempo deste barulho ensurdecedor.
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Pelos primeiros quatro minutos nada aconteceu, mas enquanto a velocidade dos tambores aumentou, a grande pedra começou a se mexer e subitamente ergueu-se no ar com uma velocidade crescente na direção da plataforma em frente do buraco da caverna a 250 metros de altura. Continuamente eles traziam novos blocos, e usando este método, transportaram 5 a 6 blocos por hora em um vôo parabólico de aproximadamente 500 metros de distância. De vez em quando o bloco em vôo se quebrava, e os monges retiravam as pedras quebradas. Uma tarefa inacreditável”.

Inacreditável? Talvez porque, embora o Dr. Jarl tenha filmado todo o evento, a Sociedade Científica Inglesa – para a qual ele estava submetido – tenha confiscado os dois filmes. Nunca foram vistos publicamente. Essas otoridades…

Mas a levitação acústica, em pequena escala ao menos, é uma realidade para a “ciência ortodoxa”. Confira o vídeo abaixo, parte dos experimentos do físico David Deak para a NASA.

E não é só. Isto é, os antigos egípcios e monges tibetanos não estão sós. Alguns dizem que diversas outras construções megalíticas antigas pelo mundo, de Stonehenge a Tihuanaco, também manipulavam ondas acústicas, não apenas para levitação, mas para induzir “experiências transcendentais”. Visitem este link (em inglês), porque essa já é outra história.

Talvez a batucada do carnaval tenha mais em comum com rituais pagãos suprimidos pela Igreja do que se imagina. Ou não. Porque as pirâmides do Egito não são de pedra.

EVIDÊNCIA CONCRETA?

“As pedras das pirâmides do Egito podem ter sido fabricadas a partir de pedras sintéticas coladas como asfalto, estimaram cientistas na revista francesa “Science et Vie”.

A composição das pedras das pirâmides é “bem mais complexa do que aquelas das pedras das pedreiras” de Toura e de Maadi, de onde teriam sido extraídos os elementos da pirâmide de Gizé. As pedras das pirâmides seriam geopolímeros, ressaltou a revista, citando os trabalhos de Gilles Hug, do Escritório Nacional de Estudos e de Pesquisas Aeroespaciais (Onera), e Michel Barsoum, da Universidade de Drexel, na Filadélfia (EUA).

Segundo os exames de raios X realizados por esses especialistas, “alguns microconstituintes dessas pedras apresentam traços de uma reação química rápida que não permitiram uma cristalização natural (…), uma reação inexplicável se considerarmos pedras talhadas, mas perfeitamente compreensível se pensarmos que as pedras foram coladas como asfalto”, acrescentou.

Diferentes técnicas de microscópio eletrônico mostraram que “os espectros de difração das pedras das pirâmides diferem nitidamente daqueles das pedras de pedreiras”, continuou a “Science et Vie”.

Para um outro especialista, o químico Joseph Davidovits, que defende há 30 anos a tese do asfalto de geopolímero para a edificação dos túmulos dos faraós, blocos de calcário natural reconstituído teriam sido colados no local.

Eles podem ter sido formados com “entre 93% e 97% de elementos de calcário natural e entre 3% e 7% de material de ligação”, como argila caolinítica, um silicoaluminato que se desagrega na água e ao qual teria sido adicionada cal apagada, explicou a revista.

Um quarto cientista, o físico Guy Dumortier, das Faculdades Universitárias Notre-Dame de la Paix de Namur (Bélgica), também defendeu, na “Science et Vie”, a teoria da pedra aglomerada. De fato, ele detectou um teor bem mais elevado do que o natural de flúor, silício, magnésio e sódio.

“Sem querer desagradar os egiptólogos, a utilização de geopolímero para a construção de pirâmides é mais verossímil”, assegurou – [Do G1]

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Davidovits usa quadrinhos para explicar sua teoria. Como não gostar?

O estudo em questão é este: “Microstructural Evidence of Reconstituted Limestone Blocks in the Great Pyramids of Egypt“. O principal e primeiro proponente da hipótese de que as pirâmides teriam sido feitas de uma espécie de concreto é Joseph Davidovitsc, e em seu sítio pessoal você pode encontrar um grande volume de informação sobre suas idéias. Davidovits inventou o “geopolímero” em 1978 e logo depois pensou que sua idéia poderia ser uma mera reinvenção, tendo sido usada por povos antigos para construções megalíticas. As Grandes Pirâmides do Egito seriam, claro, o mais conhecido exemplo desta tecnologia esquecida por milênios. Alguns vídeos e um capítulo do livro de Davidovits podem ser conferidos aqui.

Davidovits é gente que faz, como Clemmons. Sua teoria para a construção das pirâmides envolve a exploração de um conceito criativo, no mínimo, e a realização de experimento práticos, ainda que em pequena escala. Quem sabe os antigos egípcios tenham usado pipas para levar sacos de concreto, bombas d’água para fazer a mistura no local, e levitação acústica para… bem, para alguma outra coisa?

INTERROMPEMOS NOSSA PROGRAMAÇÃO NORMAL
And now, for something completely different. A maior parte das pedras usadas na Grande Pirâmide veio de uma pedreira localizada a trezentos metros de distância. Metros, não quilômetros. A área em formato de ferradura, maior do que a base da própria pirâmide, jaz hoje a 30 metros abaixo de seu nível original.
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Em laranja, as pedreiras. O Egito não é apenas um playground de areia

Faça as contas, e descobrirá que mais pedra foi retirada desta pedreira ao lado das pirâmides do que o que há na Grande Pirâmide. A explicação é simples: ela também serviu a outros projetos, como a pirâmide de Quéfren, que a propósito tinha 136 metros de altura. Há em verdade várias pedreiras imediatamente ao lado das pirâmides, algumas ainda restam como foram deixadas há milhares de anos.
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Opa. Pedreiras ao lado das pirâmides? Mas as pirâmides não foram construídas sobre a areia, o que seria impossível? Não. As pirâmides do planato de Gizé foram todas construídas sobre bases de pedra sólida, parte da formação de Mokattam. A própria Esfinge não foi construída: foi esculpida, isto é, rocha foi retirada, não colocada no lugar. As bases de todas as pirâmides do planalto de Gizé foram criadas de forma similar, nivelando a rocha sólida.

Não só não há assim nenhuma pirâmide invertida abaixo da Grande Pirâmide, como os túneis que seguem abaixo dela foram escavados adentrando pedra maciça. Tudo isto é elementar, pode não ser muito fascinante, mas são fatos. Abaixo das pirâmides, há pedra sólida. Mesmo visitando o local é possível ver a base de pedra sólida estendendo-se além da pirâmide.
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Base da pirâmide de Quéops

E a precisão? Bem, já notamos que os romanos com seu aqueduto de Nimes conseguiram manter um desnível de 17 metros ao longo de 50 quilômetros, mas vale revelar que a Grande Pirâmide não tem uma precisão milimétrica. Pelo menos, não em todos seus blocos. As medidas discutidas por egiptólogos, e aceitas ingenuamente (ou maliciosamente) por vendedores de mistérios referem-se à pirâmide quando completada, com seu perfeito revestimento externo, corrigindo quaisquer imperfeições da estrutura interna.

Porque a estrutura interna… essa está longe de ser perfeita. Como notamos semana passada – não era uma brincadeira – a estrutura interna é em verdade côncava, e tem oito lados.

Todos vêem esta formação interna hoje, afinal, ela se tornou a parte externa. E embora com muita dignidade, esta milenar obra anciã em seu estado atual é claramente imperfeita e imprecisa. Numa perfeita demonstração de que fatos não são nada frente a teorias, entretanto, ainda assim se repete – e se engole – a mentira de que todos os blocos da pirâmide foram dispostos com precisão absoluta. Qualquer um que tenha visitado as pirâmides terá testemunhado o contrário

Em reallidade há mesmo o eventual uso de argamassa para cobrir vãos entre os blocos internos. Não, esta não foi uma “reforma”, isto se vê em toda a pirâmide, de fato, em todas as pirâmides.
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“Argamassa Quéops: tradição que você confia há 4.500 anos!”

Egípcios não eram estúpidos, pelo contrário, e construíram suas pirâmides apenas de acordo com sua necessidade. Não havia necessidade de ter blocos internos dispostos com precisão milimétrica para impressionar as gerações futuras, sua única utilidade prática é preencher e sustentar o resto da pirâmide de maneira estável. Apenas o revestimento externo – do qual quase nada resta hoje na de Quéops – assim como partes dos túneis e câmaras internas era composto por blocos encaixados perfeitamente.

Esta diferença de precisão entre os blocos internos e externos pode ser ilutrada no que resta do revestimento externo da pirâmide de Quéfren:
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O que resta do revestimento externo da pirâmide de Quéfren

Parte do revestimento externo da pirâmide de Quéops pode ser vista em uma imagem anterior nesta coluna onde se vê a base de rocha sólida.

Porém, mesmo considerando pedreiras a centenas de metros, uma base sólida e uma precisão nada milimétrica para a maior parte da construção, certamente ainda não é uma tarefa simples construir as pirâmides. Uma estimativa de seus custos com técnicas modernas, contudo, não deve levar em conta o uso de caminhões Volkswagen ou mesmo navios que passam pelo porto de Santos.

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Rabiscos em bloco de pedra. Motivações semelhantes levaram às inscrições em blocos internos da Grande Pirâmide

Uma análise mais realista consideraria a relocação do templo de Abu Simbel em 1964. Com a represa Aswan, que domou o Nilo, o templo precisava ser movido a uma altura maior para não ser coberto pela água. O trabalho envolveu cortar todo o templo em blocos, incluindo parte da montanha ao seu redor, e levar os blocos com até 30 toneladas cada para montagem exata em seu novo berço. Para comparação, o peso médio dos blocos da Grande Pirâmide é de apenas 2,5 toneladas.
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A reconstrução do templo ainda contou com a literal construção de uma nova montanha, erguida sobre um domo de concreto, abrigando cinemas e outras facilidades aos turistas. Em inglês, este artigo (PDF) é uma boa visão geral do fabuloso feito de engenharia.

Tudo isto levou… quatro anos. E ao custo de 40 milhões de dólares. Milhões, não bilhões. Multiplique por 100, e ainda se terão “apenas” 4 bilhões de dólares. As pirâmides já geraram um renda em turismo equivalente a muitas vezes este valor. Se não tivessem sido construídas, seria uma boa idéia investir em sua construção.

Caramba, mas a Grande Pirâmide possui alguns blocos com 70 toneladas, é verdade. Como míseros seres humanos , mero gado, moveria objetos tão pesados? Falemos dos romanos outra vez, mas com um detalhe especial.

Ao dominar o Egito, os romanos ado-ra-ram aqueles fálicos objetos obelísticos que adornavam o Egito, tanto que quiseram levar para casa. A paixão pelos obeliscos foi tanta que há hoje mais obeliscos egípcios na Itália do que no Egito. Roubar obeliscos de centenas de toneladas foi uma paixão romana.

Ainda restam alguns obeliscos de pé por Roma. Um em particular, deve chamar nossa atenção, por sua localização. No Vaticano. Em frente à Basílica de São Pedro. É, criançada, no centro do Vaticano está um objeto de culto pagão surrupiado pelos romanos. Com uma cruz colocada em cima, claro.

“Todos salvem o Obelisco egípcio”

Ele foi inicialmente “levado compulsoriamente” por Calígula (!) e levado para o seu circo, posteriormente conhecido como o Circo de Nero. No fim do século XVI, com a construção da basílica, o papa Sixto V ordenou que fosse movido mais uma vez, agora para o destino onde resta venerado até hoje.

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Atenção para o compasso no canto superior da ilustração

O Obelisco do Vaticano pesa mais de 320 toneladas.

Esclarecidos esses pontos, afinal, teriam os egípcios trabalhado da mesma forma que o Vaticano? Ou, em verdade o contrário? O papa Sixto V, por exemplo, não foi nada gentil com a peãozada: diz-se que havia uma ordem de silêncio durante a manobra de puxar o obelisco, sob pena de morte. Ironia das ironias, Sixto V era parte da Inquisição.

Fonte:sedentario.com
e livro A Incrivel Tecnologia dos Antigos

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Annunaki

28 28UTC Abril 28UTC 2009