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Hazrat Inayat Khan e a Música Suprema

10 10UTC Junho 10UTC 2009

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O sufi Hazrat Inayat Khan (1882-1927) narra: ” Certo dia, Akhbar, o grande imperador dos mongóis, disse ao músico da corte, o famoso Tansen : ‘ Diga-me, ó grande músico, quem foi o seu mestre?’ E a reposta: ‘Majestade, meu mestre é um músico muito importante, aliás, mais do que isto. Não posso chamá-lo de músico, tenho de chamá-lo por obrigação de música!’ O imperador insistiu: ‘ A propósito deste seu mestre, posso ouvi-lo cantar?’ Tansen respondeu: ‘ Talvez, posso tentar. Porém, não pense Vossa Majestade que vai poder chamá-lo para vir a corte.’ O imperador então quis saber: ‘Afinal posso ir até onde ele está?’ Ao que o músico respondeu: ‘Ele pode fica com o orgulho ferido ao imaginar que terá de cantar diante de um rei.’ Akhbar observou: ‘Mas eu poderia ir lá como seu servo.’ Tansen ponderou: ‘ Sim, essa é uma possibilidade, uma forma de esperança.’ Dito isto, ambos escalaram o Himalaia, até as mais elevadas montanhas onde o sábio erigira seu templo de música na abertura de uma caverna, em meio á natureza, vivendo em estreita harmonia com o infinito. O músico da corte havia viajado a cavalo e Akhbar andara a pé. Ao chegar na montanha, o sábio percebeu que o imperador havia-se humilhado para poder ouvir sua música, e mostrou-se disposto a cantar. E sua canção era extraordinária. Parecia que as árvores e plantas vibravam todas. Era a canção do universo. A impressão que causou em Tansen e Akhbar foi muito profunda, mais do que podiam suportar. E, em consequencia disso, ambos entraram num estado de paz e transfiguração. E, enquanto se achavam nesse estado, o mestre saiu da caverna. Quando abriram os olhos, ele já não se encontrava mais à sua frente. O imperador tornou a falar: ‘ Mas que fenômeno estranho. Para onde ele foi?’ Tansen respndeu: ‘ Nunca mais o verá nesta caverna, pois assim que um homem chea a sentir o sabor deste fenômeno ele o procurará sempre, mesmo que isto custe a sua própria vida, pois essa experência é maior do que qualquer coisa na vida.’

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“Após terem voltado para a sua terra, o imperador, um dia, perguntou ao músico: ‘Qual era a raga que o mestre cantou?’ Tansen disse o nome da raga e cantou-a para o imperador. Este, porém, não se deu por satisfeito, e observou: ‘Sim, é a mesma música, mas ela não tem o mesmo espírito. Por que acontece algo assim?’ Tansen replicou: ‘ A razão é esta: eu canto para Vossa Majestade, imperador deste país, mas o meu mestre canta para Deus. Essa é a diferença.’”

BERENDT, Joachim-Ernst. Nada Brahma, A música e o universo da consciência. Editora Cultrix. p.220
Fonte:http://projetophronesis.wordpress.com/

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Como Ajudar Amigos ou Inimigos?

16 16UTC Março 16UTC 2009

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As pessoas pedem ajuda de muitas maneiras, na minoria dos casos verbalmente, pedindo sinceramente ajuda, mas nos outros 90% é através de atitudes que muitas vezes não agradam as outras pessoas, ela se condenam e atrapalham a vida dos outros, mas não confiam nas pessoas, e não querem se expor, acabando assim impondo sua personalidade não tão afetuosa e as vezes até derrubando outros para se impor.

Essa pessoas são as que mais querem ajuda, mas as vezes elas mesmas não chegaram a descobrir isso encobertas pela fumaça da confusão e medo. Você precisa ver os sinais que elas passam, até porque como sabemos a comunição é mais de 90% não verbal e devemos interpretá-las de modo certo para saber o quer fazer.

E aqui vão as 10 coisas que as pessoas que precisam de ajuda mais valorizam num grupo de terapia, mas não só aquelas ofensivas, também as que são passivas e não conseguem se enturmar e se veem fora do globo social. Estão em Ordem de importância.

1- Descobrir e aceitar partes antes desconhecidas ou aceitáveis de mim mesmo.
2- Ser capaz de dizer o que estava me incomodando em vez de retê-lo.
3- Outros membros me dizerem honestamente o que pensam de mim.
4- Aprender a expressar meus sentimentos.
5- O grupo me falar do tipo de impressão que causo nos outros.
6- Expressar sentimentos negativos e/ou positivos para com o outro membro.
7- Aprender  que devo assumir a responsabilidade completa pela maneira como levo a vida, não importa quanto apoio e orientação receba dos outros.
8- Entender como os outros me enxergam.
9- Ver que os outros conseguem revelar coisas embaraçosas e correr outros riscos e se beneficiar com isso me ajudou a fazer o mesmo.
10- Confiar mais no grupo e em outras pessoas.

Esse foi o resultado de um questionário feito a vários pacientes depois de terem terminado sua terapia.
Veja que 7 dos primeiros 8 itens representam de alguma forma de catarse ou de insight, e como poderão ver no livro “Psicoterapia de Grupo” na página 82-86 perceberão qual colocação está os outros fatores de uma terapia e chegarão numa conclusão.
A pessoa que precisa de ajuda, ela quer se expressar, quer se sentir real, viva, quer poder arriscar a compartilhar algo, quer saber o que está de errado com ela para não se encaixar no mundo, quer encarar o mundo em vez de evitá-lo, e também dentro do grupo quer se sentir dentro de um gurpo de amigos em que pode confiar seus problemas sem medo, pois o que ele espera é uma crítica que o faça melhorar que o faça ter um insight, pois só assim há a mudança, como poderão ver no resto do questionário, os conselhos pelo grupo ou pelo terapeuta o paciente acha uma das menos importantes questões para  a melhora dele, pois isso é como falar ao ladrão para não roubar, não adiantará nada se aquilo não fizer sentido dentro da pessoa/ladrão, tem haver significado para o insight/mudança.

Dizem que a terapia em grupo é a reuniçao de pessoas reais para experiências falsas.
mas na verdade é uma reunião falsa, pois elas não decidiram estar alí com as outras 6 ou 11 pessoas e acabam experimentando as melhores experiências de suas vidas, pois é difícil ver relações tão sinceras e intensas no mundo real.

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Entenda, Antes de Criticar

23 23UTC Janeiro 23UTC 2009

apontarÉ muito dificil de não levar rancor ou não ficar com raiva de pessoas que te tratam mal
Muitas pessoas revidam, pois não tem a compreensão necessária de como é um ser vivo e de sua complexidade psicológica, e elas muito provavelmente continuarão nessa discussão muuuito tempo, o ser humano como muitas coisas no mundo se expressa na crise, ou quando algo está dando errado através de ações negativas, elas em contrapartida não realmente querem o óbvio, ou seja, que você revide instantaneamente sem pensar, e sim que as escute e que as tente entender, afinal, mesmo negando toda pessoas quer alguém que se preocupe com ela.

Quando alguém te tratar mal, aja com calma, pois mesmo ele agindo com raiva e com confiança você saberá que ele está ferido por dentro e quer de alguma maneira ajuda, mas não confia nas pessoas para falar, ou é orgulhoso demais para falar.

Com certeza já foi o dia em que um amigo seu apontei o defeito de outro e você concordou, visualizando apenas a superfície da situação.

Lembre-se que um lago, em sua superfície pode parecer muito calmo, pois não há ondas, mas em seu interior existe muita vida, caos e equilibrio.

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Sentindo Momentos.

17 17UTC Novembro 17UTC 2008

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A saliva incontrolável emocionalmente
voava em minha direção acompanhada
de sons e palavras, verdades que não vou esquecer
me atingindo e com um susto me congelando
por instantes após as ondas sonoras atingirem meu labirinto

A tinta raivosa de uma caneta dizia
coisas horrendas sobre você
mal sabia ela que estava errada
mal sabia a mão que a segurava
que quem a manipulava se enganava

A luz entorpecida, rapidamente formava
uma imagem embaçada de seus pés
logo em seguida suas pernas
correndo contra minha direção
percebendo o ocorrido
forcei-me a ver a escuridão

O sal tristemente senti em meus lábios
e cada instante lá ele me fazia lembrar
o quão triste foi o meu dia

Em seguida sinto um abraço
um perfume, e carinhosas palavras
sendo sussurradas em meu ouvido
em forma de consolo,
ainda na escuridão sinto gosto de morango
por instantes parei de sentir e nas trevas
permaneci por mais um momento
até quando percebi que o morango se foi
a luz espetou minhas retinas,
e percebo que ela se foi
levando consigo um pouco de sal

Hoje mais calmo, consigo traduzir o que foi sussurrado em meu ouvido
“Adeus Meu Amor”
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Parece com o Livro Contra-Ponto de Aldous Huxley, ele exagera bastante no detalhamento.
Eu gosto disso.

É meio romantico, mas esse nem foi o fator que quis usar e sim essa linguagem.