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Conto dos Três Ignorantes

24 24UTC Julho 24UTC 2009

Cruz

Um padre foi a uma ilha ensinar as orações cristãs para 3 pessoas humildes, pois ficou sabendo que cada uma delas tinha uma virtude que o identificava, o Honrado, o bondoso e o leal.
O padre passou um bom tempo na ilha tentando ensinar essas 3 pessoas dotadas de virtudes que Deus tanto valoriza.
No ultimo dia dele na ilha ele se despediu de seus alunos e pegou um barco para voltar a sua terra.
Quando já estava a uns 100 metros da praia em seu barco seus aluno correm em sua direção caminhando sobre as águas perguntando:
- Padre, como que começava o Pai Nosso mesmo?

obs: A história deve estar um pouco diferente da original, pois não a lembro bem, mas o que importa é, quem ensinou quem?

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Hazrat Inayat Khan e a Música Suprema

10 10UTC Junho 10UTC 2009

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O sufi Hazrat Inayat Khan (1882-1927) narra: ” Certo dia, Akhbar, o grande imperador dos mongóis, disse ao músico da corte, o famoso Tansen : ‘ Diga-me, ó grande músico, quem foi o seu mestre?’ E a reposta: ‘Majestade, meu mestre é um músico muito importante, aliás, mais do que isto. Não posso chamá-lo de músico, tenho de chamá-lo por obrigação de música!’ O imperador insistiu: ‘ A propósito deste seu mestre, posso ouvi-lo cantar?’ Tansen respondeu: ‘ Talvez, posso tentar. Porém, não pense Vossa Majestade que vai poder chamá-lo para vir a corte.’ O imperador então quis saber: ‘Afinal posso ir até onde ele está?’ Ao que o músico respondeu: ‘Ele pode fica com o orgulho ferido ao imaginar que terá de cantar diante de um rei.’ Akhbar observou: ‘Mas eu poderia ir lá como seu servo.’ Tansen ponderou: ‘ Sim, essa é uma possibilidade, uma forma de esperança.’ Dito isto, ambos escalaram o Himalaia, até as mais elevadas montanhas onde o sábio erigira seu templo de música na abertura de uma caverna, em meio á natureza, vivendo em estreita harmonia com o infinito. O músico da corte havia viajado a cavalo e Akhbar andara a pé. Ao chegar na montanha, o sábio percebeu que o imperador havia-se humilhado para poder ouvir sua música, e mostrou-se disposto a cantar. E sua canção era extraordinária. Parecia que as árvores e plantas vibravam todas. Era a canção do universo. A impressão que causou em Tansen e Akhbar foi muito profunda, mais do que podiam suportar. E, em consequencia disso, ambos entraram num estado de paz e transfiguração. E, enquanto se achavam nesse estado, o mestre saiu da caverna. Quando abriram os olhos, ele já não se encontrava mais à sua frente. O imperador tornou a falar: ‘ Mas que fenômeno estranho. Para onde ele foi?’ Tansen respndeu: ‘ Nunca mais o verá nesta caverna, pois assim que um homem chea a sentir o sabor deste fenômeno ele o procurará sempre, mesmo que isto custe a sua própria vida, pois essa experência é maior do que qualquer coisa na vida.’

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“Após terem voltado para a sua terra, o imperador, um dia, perguntou ao músico: ‘Qual era a raga que o mestre cantou?’ Tansen disse o nome da raga e cantou-a para o imperador. Este, porém, não se deu por satisfeito, e observou: ‘Sim, é a mesma música, mas ela não tem o mesmo espírito. Por que acontece algo assim?’ Tansen replicou: ‘ A razão é esta: eu canto para Vossa Majestade, imperador deste país, mas o meu mestre canta para Deus. Essa é a diferença.’”

BERENDT, Joachim-Ernst. Nada Brahma, A música e o universo da consciência. Editora Cultrix. p.220
Fonte:http://projetophronesis.wordpress.com/

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A Lenda Atemporal.

15 15UTC Maio 15UTC 2009

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Em 2343, Os humanos se dizimaram com tantas guerras, poluição e desequilíbrio da natureza, ao visitarem um planeta nomeado XD354-23W4N3, descobriram seres estruturalmente parecidos com a gente, mas tinha uma cabeça mais alongada, e dedos compridos. Após alguns dias lá resolveram se comunicar com os seres denominados Proxy, usando seu visor que lia as ondas cerebrais dos proxies e as traduzia diretamente para seus cérebros(dos humanos), não necessitando de palavras para se entender. Depois de se comunicarem um pouco viram que eles tratavam os novos visitantes como deuses, e os humanos gostavam disso, e pediam informação sobre o planeta sempre pedindo para mostrar coisas novas, pois por mais que seja preciso o visor de tradução eles nunca conseguiam interpretar certas coisas. Muitos dos Proxies gostavam de agradar os humanos em troca de algo, até por serem seres inferiores eram facilmente conduzidos a fazerem o que os humanos queriam, até que certo tempo depois uma outra tribo nômade de Proxies um pouco mais evoluída chegou e viu seus amigos trabalhando para receber algo que muitas vezes nem conseguiam entender para o que servia, foi quando o líder dessa tribo chamado Igneo resolveu abrir os olhos de seus compatriotas alertando eles que se encontravam cansados e que se desviaram do caminho do Proxy antigo, agora servindo a um ser novo que nem se sabe ao certo o que era. Muitos Proxies se aliaram a Igneo para se rebelar e acordar os outros, mas muitos de sua tribo a haviam se dedicado a servidão para o homem, e desertores de sua tribo e os Proxies comuns os condenaram dizendo que estavam contra o Grande Criador Dos Olhos Coloridos. Os Humanos percebendo a agitação causado por Igneo resvolve acabar com esse caos para poderem utilizar melhor os Proxies para pesquisa, e falam através de sinais para a mente deles que Igneo por não obedecer aos Deuses deveriam ser expulsos e terem um terreno só para eles, mas onde ninguém possa vê-los, e Igneo que uma vez reinou agora se encontra exilado e mal-pensado pelos compatriotas. Alguns meses depois alguns Proxies se comportavam mal e eram transportados para as profundezas, e levaram a notícia de tudo a Igneo, prometendo um dia levar a luz de novo o mundo dele para que fique do jeito em que estava.

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Um outro lado de um história contada diferente.
Todo Vilão tem sua face de Herói, desde Judas ao Comediante.

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Ramakrishna Falando Sobre Religões

21 21UTC Março 21UTC 2009

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O santo e sábio do século XIX, Ramakrishna, enfatizou essa orientação psicológica – em oposição à etnologia – quando falou de unidade última de todas as religões.

“Uma mãe prepara refeições para satisfazer os estômagos de seus filhos”, ele disse. “Suponhamos que ela tenha cinco filhos e que um peixe tenha sido trazido à família. Ela não prepara pilau ou kalia para todos eles. Nem todos  mesma capacidade de digestão. Para alguns, ela prepara um simples cozido, mas ela ama a todos os seus filhos igualmente[...] Vocês sabem qual é a verdade?”, ele perguntou. E respondeu a sua própria pergunta:

Deus criou diferentes religões para servir a diferentes aspirantes, épocas e países. Todas as doutrinas são apenas outros tantos caminhos; mas um caminho não é de maneira alguma o próprio Deus, De fato, pode-se alcançar Deuas quando se segue qualquer um dos caminho com devoção sincera. Sem dúvida, vocês já ouviram a história do camaleão. Um homem entrou no bosque e viu um camaleão numa árvore, Ele contou a seus amigos: ” vi um lagarto vermelho”. Ele estava totalmente convencido de que era apenas vermelho. Outra pessoa, depois de ter visto a árvore disse: ” Eu vi um lagarto verde”. Ela estava totalmente convencida de que era apenas verde. Mas o homem que vivia embaixo da árvore disse: “O que vocês dois disseram é verdade. Mas o fato é que essa criatura é por vezes vermelha e por vezes verde, às vezes amarela e às vezes não tem cor nenhuma“.

fonte: As máscaras de Deus, Joseph Campbell pag 373-374

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Os Cegos e o Elefante

16 16UTC Janeiro 16UTC 2009

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Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como os seus conselhos eram sempre excelentes, todas as pessoas que tinham problemas recorriam à sua ajuda. Embora fossem amigos, havia uma certa rivalidade entre eles que, de vez em quando, discutiam sobre qual seria o mais sábio. Certa noite, depois de muito conversarem acerca da verdade da vida e não chegarem a um acordo, o sétimo sábio ficou tão aborrecido que resolveu ir morar sozinho numa caverna da montanha. Disse aos companheiros: – Somos cegos para que possamos ouvir e entender melhor que as outras pessoas a verdade da vida. E, em vez de aconselhar os necessitados, vocês ficam aí discutindo como se quisessem ganhar uma competição. Não aguento mais! Vou-me embora. No dia seguinte, chegou à cidade um comerciante montado num enorme elefante. Os cegos nunca tinham tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele. O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou: – Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar nos seus músculos e eles não se movem; parecem paredes… – Que palermice! – disse o segundo sábio, tocando nas presas do elefante. – Este animal é pontiagudo como uma lança, uma arma de guerra… – Ambos se enganam – retorquiu o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante. – Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia… – Vocês estão totalmente alucinados! – gritou o quinto sábio, que mexia nas orelhas do elefante. – Este animal não se parece com nenhum outro. Os seus movimentos são bamboleantes, como se o seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante… – Vejam só! – Todos vocês, mas todos mesmos, estão completamente errados! – irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante. – Este animal é como uma rocha com uma corda presa no corpo. Posso até pendurar-me nele. E assim ficaram horas debatendo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava a montanha, apareceu conduzido por uma criança. Ouvindo a discussão, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tacteou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou: – É assim que os homens se comportam perante a verdade.

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Religióes são assim, todos estão tentando descobrir um algo, pena que a maioria é tão afobada que não espera averiguar a parte que os outros estão tocando para tirar conclusões sobre o que é o todo(Deus).